
ANDREJ ISAKOVIC / AFP
Os rebeldes iemenitas reivindicaram ter atacado uma instalação petrolífera da Aramco, em Jeddah, na Arábia Saudita, como parte de uma onda de ataques com drones e mísseis, esta sexta-feira.
"Fizemos vários ataques com drones e mísseis balísticos", comunicaram os rebeldes Huthi, apoiados pelo Irão, detalhando terem atingido "instalações vitais em Riade" e uma infraestrutura da empresa petrolífera Aramco, em Jeddah, Uma enorme nuvem de fumo foi vista perto do local onde se vai realizar o grande Prémio de Fórmula 1 na cidade.
A Arábia Saudita intercetou seis drones lançados pelos rebeldes Huthis do Iémen, menos de uma semana após outra ação similar que atingiu instalações petrolíferas sauditas, informou a aliança militar liderada por Riade que intervém no conflito iemenita. Os aviões não tripulados e com explosivos foram lançados de madrugada contra posições no sul da Arábia Saudita, onde o país mantém uma fronteira com o Iémen, e "foram deliberadamente dirigidos contra objetivos civis e instalações energéticas", indiciou a coligação armada, citada pela televisiva estatal saudita Al Ijibatiya.
Esta nova vaga de ataques que os Huthis têm efetuado periodicamente contra objetivos no país vizinho em resposta à sua intervenção no Iémen ocorreu apenas cinco dias após outras operações semelhantes que atingiram sete instalações estratégicas, incluindo cinco de gás e de petróleo.
O conflito no Iémen iniciou-se em 2014 após os Huthis, apoiados pelo Irão, se terem revoltado contra o Governo e assumido o controlo da capital, Sanaa, e de outras províncias do norte e oeste do país.
No ano seguinte, uma coligação militar liderada pela Arábia Saudita envolveu-se no conflito contra o movimento xiita rebelde, uma ingerência que ainda prevalece, em particular através de intensos ataques aéreos.
A ONU considera que esta guerra, que já causou mais de 100 mil mortos, sobretudo civis, provocou uma das piores crises humanitárias do mundo.
