
Os separatistas do leste da Ucrânia abateram um helicóptero do exército ucraniano perto de Slaviansk, matando 14 militares, anunciou o presidente ucraniano interino, Olexandre Turchinov.
"Acabo de ser informado que os terroristas abateram, perto de Slaviansk, um helicóptero que transportava militares, com um lança-mísseis terra-ar portátil russo", declarou Olexandre Turchinov diante do parlamento.
"Catorze militares morreram, entre os quais o general (Volodimir) Kulchitski", adiantou.
Este é um dos piores dias para o exército ucraniano desde o lançamento das operações contra os pró-russos do leste, depois de a 22 de maio terem sido mortos 17 militares, 16 na cidade de Volnovakha, na região de Donetsk, e um num ataque de rebeldes na vizinha região de Lugansk.
"Estou convencido de que as nossas forças (...) conseguirão a termo uma limpeza dos terroristas e que os criminosos financiados pela Rússia serão eliminados ou ocuparão o banco dos réus", disse ainda o presidente interino.
De acordo com testemunhas citadas por media russos, os rebeldes terão abatido dois helicópteros das forças ucranianas nos arredores de Slaviansk, o que foi negado pelo autoproclamado presidente de Slaviansk, Viacheslav Ponomariov.
Os responsáveis pela operação antiterrorista lançada contra os rebeldes anunciaram que pretendem criar um corredor humanitário para facilitar a saída dos civis de Slaviansk.
Vlasislav Selezniov, porta-voz do exército no leste da Ucrânia, indicou que "numa situação como esta, as partes devem acordar a criação de um corredor para os refugiados. A direção da operação antiterrorista está disposta a agir para que os civis pacíficos possam deixar Slaviansk".
Selezniov desmentiu que as forças ucranianas tenham atacado a cidade com fogo de aviação e com mísseis Grad, como referiram os rebeldes.
