Um cidadão britânico foi diagnosticado com um vírus que está associado à pneumonia atípica, doença também conhecida como Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS na sigla em inglês), confirmaram, esta segunda-feira, as autoridades britânicas de saúde pública.
Este é o segundo caso registado nos últimos meses no Reino Unido, depois de um cidadão do Qatar, de 49 anos, ter dado entrada num hospital londrino, em setembro último, com sintomas associados ao vírus coronavírus, da mesma família do agente que provoca a SARS. Em termos mundiais, é o 10.º caso.
A agência britânica de saúde pública (Health Protection Agency - HPA) indicou que o cidadão britânico, que recentemente viajou no Médio Oriente e Paquistão, está internado na unidade de serviços intensivos de um hospital em Manchester, noroeste de Inglaterra, após ter sido infetado com um novo coronavírus.
"A agência aconselhou os profissionais de saúde a garantirem que o doente sob observação está a receber o tratamento adequado", afirmou John Watson, responsável pelo departamento de doenças respiratórias da HPA, indicando que o organismo também está a acompanhar o estado de saúde das pessoas mais próximas do paciente.
"A nossa avaliação é de que o risco associado a este novo coronavírus é extremamente baixo para a população do Reino Unido e o risco das pessoas que viajam para a península arábica e para os países circundantes continua muito baixo", acrescentou o representante.
Viajantes que desenvolvam graves dificuldades respiratórias num período de 10 dias, após o regresso daquela região, devem procurar cuidados médicos, aconselhou John Watson.
Até à data, de acordo com a agência britânica de saúde pública, pelo menos cinco pessoas morreram no mundo com sintomas provocados pelo novo coronavírus.
Cinco casos foram confirmados na Arábia Saudita, três dos quais morreram. Outros dois doentes que estavam hospitalizados na Jordânia também morreram.
O coronavírus está associado normalmente às comuns constipações, mas também pode desencadear os sintomas da pneumonia atípica.
Em 2003, uma epidemia da doença matou mais de 800 pessoas na China.
