
Foto: Atlantic Productions/Magellan
O naufrágio do Titanic foi estudado ao detalhe através da criação de uma réplica 3D digital. Mais de 700 mil imagens foram captadas para reconstruir o navio digitalmente e integrar um novo documentário da National Geographic.
A digitalização em tamanho real do Titanic revelou novas informações sobre as horas finais do navio e as consequências da brutalidade com que o navio se destroçou, após colidir com um icebergue e afundar. A análise da réplica 3D foi realizada para um novo documentário da National Geographic intitulado “Titanic: The Digital Resurrection”.
A nova tecnologia de mapeamento captou mais de 700 mil imagens utilizadas para criar a réplica do navio. Foi usado um modelo estrutural detalhado da embarcação, baseado nas plantas do Titanic, além de dados sobre a velocidade, direção e posição do navio, para prever os danos causados pela colisão com o icebergue.
“Utilizamos algoritmos numéricos avançados, modelação computacional e capacidades de supercomputação para reconstruir o naufrágio do Titanic”, revelou Jeom-Kee Paik, da Universidade College London.
O local do naufrágio foi mapeado a 3800 metros de profundidade, com recurso a robôs subaquáticos. Na digitalização, é possível observar várias perfurações ao longo do casco, causadas pelo embate "de raspão" da embarcação no bloco de gelo, e que originaram uma entrada de água constante pelos buracos com o tamanho de uma folha de papel.
A análise à réplica em tamanho real desvendou também uma nova visão de uma das salas de caldeiras, localizadas na parte de trás da proa, que sugere que os engenheiros "mantiveram as luzes e a energia a funcionar até ao fim, para dar tempo à tripulação de lançar os botes salva-vidas com alguma luz, em vez de o fazerem na escuridão total", comunicou o analista Parks Stephenson à BBC.
A tragédia do Titanic ocorreu a 15 de abril de 1912, após o maior navio de passageiros do mundo ter embatido num icebergue e afundado, matando 1500 pessoas.
