
O estado onde se realizaram mais resgates foi Mato Grosso, onde o setor agropecuário tem um peso fundamental
Foto: Artur Machado / Arquivo
As autoridades brasileiras resgataram 2772 trabalhadores em condições análogas à escravatura no país em 2025, um aumento de 27% face a 2024, indicou na quarta-feira o Governo.
Os dados do ano passado indicam uma mudança de tendência significativa, uma vez que sete em cada dez trabalhadores escravizados foram resgatados em ambientes urbanos, ultrapassando os casos registados no meio rural, de acordo com o relatório do Ministério do Trabalho e Emprego.
Os setores onde foram encontradas mais pessoas nessa situação foram: obras de alvenaria (601), a administração pública (304), a construção de edifícios (186), o cultivo de café (184) e a extração e britagem de pedra (126).
O estado brasileiro onde se realizaram mais resgates foi Mato Grosso (607), no centro do país, uma região em que o setor agropecuário tem um peso fundamental na economia local.
Ainda assim, o Governo brasileiro sublinhou que o trabalho escravo contemporâneo não se restringe a atividades económicas específicas, uma vez que foram registados casos em áreas tão diversas como a colheita de café, a desflorestação, a mineração ilegal, a indústria têxtil e o trabalho doméstico.
Neste último caso, por exemplo, foram realizadas 122 ações de fiscalização específicas em todo o país, que culminaram no resgate de 34 trabalhadores.
