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A Rússia reconheceu, na quinta-feira, Jeanine Añez como Presidente interina da Bolívia, apesar de Moscovo manter a tese de que as ações que levaram à renúncia do seu antecessor, Evo Morales, constituem um "golpe de Estado".
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"Fica claro que ela será considerada Presidente da Bolívia, no período até novas eleições", disse hoje o ministro adjunto dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Riabkov, citado pela agência oficial RIA Nóvosti.
Contudo, a Rússia continua a considerar que a renúncia de Evo Morales - após várias semanas de contestação nas ruas contra a alegada ilegitimidade das eleições de 20 de outubro - se deveu a factos que se afiguram como um verdadeiro "golpe de Estado".
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Não escondendo a reserva pelo facto de ter havido falta de 'quorum' no Parlamento boliviano, para aprovar a investidura de Añez, o ministro adjunto afirmou que o seu Governo a aceita como Presidente interina.
A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, lembrou que a Rússia expressou preocupação com a situação na Bolívia e com o facto de a disposição do Governo de Evo Morales para encontrar "soluções construtivas baseadas no diálogo" ter sido contrariada pelos acontecimentos que levaram à sua deposição.
Zajávora recomendou aos cidadãos russos que planeiam viajar para a Bolívia para esperarem até que a tensão naquele país sul americano diminua.
