Rússia condena profissional de saúde em cidade ucraniana a 14 anos de prisão por traição

Foto: Ramil Sitdikov/AFP
As autoridades de ocupação russas da região ucraniana de Zaporijia condenaram um profissional de saúde de Melitopol a 14 anos de prisão por traição por alegada espionagem, anunciou o Serviço Federal de Segurança (FSB).
Anatoly Minaka foi acusado de ter mantido em 2023 contactos com um cidadão ucraniano, sob cujas instruções "recolheu dados pessoais de residentes da região com o objetivo de os transmitir posteriormente ao inimigo".
Segundo as autoridades de segurança russas, as informações poderiam ter sido utilizadas "pela parte ucraniana para o planeamento e execução de atividades terroristas". "Após o exame do processo criminal pelo tribunal, (...), o arguido foi considerado culpado (...) e condenado a 14 anos de prisão numa colónia penal de segurança máxima", acrescentou.
O caso foi investigado pelo departamento do FSB para Zaporijia, uma das quatro regiões ucranianas que a Rússia declarou como anexadas depois de ter invadido o país vizinho em fevereiro de 2022.
As outras são Donetsk e Lugansk, no leste, e Kherson, no sul, que se juntaram à Crimeia, anexada em 2014.
A Ucrânia e a generalidade da comunidade internacional não reconhecem a soberania russa nas cinco regiões ucranianas.
Representantes da Ucrânia, da Rússia e dos Estados Unidos estão reunidos desde sexta-feira em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, para tentar encontrar uma solução para o conflito.
Trata-se das primeiras conversações diretas conhecidas entre os três países.
Os Estados Unidos têm procurado mediar o conflito depois de o Presidente Donald Trump ter prometido acabar com a guerra em 24 horas antes de iniciar o mandato há um ano.
Trump já se reuniu várias vezes com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e realizou uma cimeira com o líder russo, Vladimir Putin, no Alasca em agosto de 2025, mas sem resultados.
