
Vladimir Putin, presidente da Rússia
Foto: Alexander Nemenov / POOL / EPA
As autoridades russas declararam esta sexta-feira a organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) como "indesejável", proibindo na prática todas as suas atividades em território russo.
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A decisão foi anunciada pelo Ministério da Justiça da Rússia, através de um comunicado oficial, sem detalhar as razões específicas que originaram esta medida.
Fundada em 1978 sob o nome Helsinki Watch, a HRW nasceu com o objetivo de investigar violações dos direitos humanos nos países signatários dos Acordos de Helsínquia, em particular no antigo bloco soviético, e opera atualmente a nível global.
Segundo a própria organização, a sua missão consiste em defender os direitos das pessoas em todo o mundo, investigando abusos, divulgando factos e pressionando os responsáveis políticos para garantir respeito pelos direitos fundamentais e justiça para as vítimas.
A classificação de "indesejável" impede legalmente a presença e atividade da organização não-governamental na Rússia e expõe colaboradores locais a potenciais processos judiciais.
Este ano, as autoridades russas também declararam como "organizações indesejáveis" a Amnistia Internacional e a Repórteres Sem Fronteiras.
Moscovo declarou como "indesejáveis" mais de 200 organizações estrangeiras desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
