A Rússia permanece em estado de alerta, depois de mais um atentado, hoje, quinta-feira, no Cáucaso e da promessa do grupo rebelde islâmico “Emirados do Cáucaso” de multiplicar os ataques como o que segunda-feira matou 39 pessoas em Moscovo.
O presidente Medvedev visitou, hoje, quinta-feira, de supresa a região do Daguestão, onde anunciou novas medidas antiterroritas “severas e duras”.
"É preciso punir", acrescentou o presidente russo, que falava numa reunião com dirigentes das regiões do Norte do Cáucaso, entre os quais os líderes do Daguestão, Ingúchia e Tchetchénia.
A visita foi anunciada já depois de Medvedev ter chegado à capital do Daguestão, Makhatchkala, por um porta-voz do Kremlin que não deu qualquer indicação sobre o programa do presidente.
Medvedev viajou acompanhado pelo ministro do Interior, Rachid Nurgaliev, e pelo chefe dos serviços especiais (FSB, ex-KGB), Alexandre Bortnikov, e chegou horas depois da morte de duas pessoas, durante a madrugada de hoje, quarta-feira, no Daguestão, uma das repúblicas do Cáucaso.
Transportavam explosivos no carro. "Segundo informação preliminares, os explosivos, que estavam a ser transportados no automóvel, accionaram-se espontaneamente”, de acordo com o porta-voz local do ministério do Interior, citado pela agência Interfax.
O episódio alimenta a crença de que ocorrerão novos ataques, agora que o duplo atentado contra o metro de Moscovo foi reivindicado pelo líder do grupo rebelde islâmico "Emirados do Cáucaso", Dokou Oumarov. Numa mensagem de vídeo, explica que se tratou de '"um acto de vingança" pela recente "carnificina" das forças russas na Ingúchia, outra república incluída no proclamado Emirado do Cáucaso, aludindo a uma operação especial ocorrida a 11 de Fevereiro.
Oumarov avisa que os ataques em território russo são para continuar e que os civis não serão poupados. A reivindicação foi feita no mesmo dia em outros dois atentados fizeram dez mortos, nove dos quais polícias, em Kizliar, no Daguestão. "Identificámos já um dos suicidas", indicaram as autoridades russas.
Os atentados são muito frequentes no Daguestão, sendo os polícias, os militares e os altos funcionários particularmente visados. Na região, foi agora criado um grupo permanente de inquérito para se ocupar de “crimes particularmente graves e de terrorismo”.
Também o resto do Cáucaso do Norte se encontra sob alta vigilância e na república da Ingúchia, os serviços secretos decidiram alargar a zona de “operações antiterrorista”, ainda segundo a agência Itar Tass.
