A Rússia propôs uma reunião com a Ucrânia e a União Europeia na próxima semana para resolver o diferendo sobre o gás, indicou esta quinta-feira o ministro da Energia russo.
"Propusemos uma reunião na próxima semana mediada pela União Europeia", disse Alexander Novak numa entrevista ao diário austríaco "Die Presse".
O ministro russo afirmou que fala "diariamente" com o seu homólogo ucraniano, Yuriy Prodan, mas que a "solução depende de outros: o Governo, o parlamento e o presidente ucranianos".
Em junho, Moscovo suspendeu as exportações de gás para aquela ex-república soviética, exigindo que o novo Governo pró-ocidental de Kiev pagasse adiantado para ser abastecido a preços mais elevados.
Por agora, o gás continua a circular normalmente através da Ucrânia com destino à União Europeia, que depende da Rússia para lhe fornecer um terço do gás de que necessita.
Mas Moscovo advertiu sobre a existência de um elevado risco de interrupção do abastecimento à Europa no próximo inverno enquanto a tensão internacional aumentava devido à crise na Ucrânia.
Um porta-voz da Comissão Europeia em Bruxelas disse hoje à agência de notícias francesa, AFP, que "a data e o local da reunião ainda não foram definidos", acrescentando que "estão a ser consideradas diversas datas".
Bruxelas tinha proposto que o encontro se realizasse a 20 de setembro em Berlim, mas Moscovo disse que tal não era conveniente.
Novak disse ao jornal Die Presse que a Ucrânia tem 4,1 mil milhões de euros em "dívidas de gás" mas que Moscovo não estava a exigir o pagamento "todo de uma vez".
"[Uma parte da quantia em dívida poderá ser] recalculada com base nos descontos que estamos a oferecer se a Ucrânia aceitar a nossa proposta de preços -- 385 dólares (298 euros) por 1.000 metros cúbicos, em vez de cerca de 485 dólares (375 euros)", explicou.
"A Gazprom reduziria, então, a dívida da Ucrânia em 780 milhões de dólares (603,7 milhões de euros), concluiu.
