Bill Clinton afirma desconhecer crimes de Epstein: "Sei o que fiz e o que não fiz"

O antigo presidente dos EUA Bill Clinton
Foto: Mandel Ngan/AFP
O antigo presidente dos EUA Bill Clinton afirmou, esta sexta-feira, que desconhecia os crimes de Jeffrey Epstein e que deixou de estar associado ao criminoso sexual antes de estes serem revelados.
"Eu não fazia ideia dos crimes que Epstein estava a cometer", disse Clinton, na declaração inicial, perante uma comissão do Congresso que está a investigar o falecido magnata. "Não importa quantas fotografias me mostrem, no fim das contas, há duas coisas que importam mais do que a vossa interpretação dessas fotos de há 20 anos: eu sei o que vi e, mais importante, o que não vi; eu sei o que fiz e, mais importante, o que não fiz. Não vi nada e não fiz nada de errado".



Imagens de Clinton encontradas nos ficheiros Epstein
"Como alguém que cresceu num lar com violência doméstica, não só não teria viajado no avião dele se tivesse a menor ideia do que estava fazer, como teria eu mesmo denunciado e liderado o clamor por justiça pelos seus crimes, e não por acordos convenientes", garantiu o antigo presidente. "Mas mesmo com a visão perfeita do que vejo hoje, nada me causou estranheza. Só estamos nesta situação porque ele escondeu isto de todos muito bem durante muito tempo. E quando tudo veio à tona com a sua confissão de culpa em 2008, eu já não tinha contacto com ele".
O antigo chefe de Estado norte-americano mencionou também a audição da mulher, Hillary Clinton, que testemunhou perante o Congresso na quinta-feira. "Preciso de falar sobre algo pessoal. Vocês convocaram Hillary. Ela não tinha nada a ver com Jeffrey Epstein. Nada. Ela não se lembra nem de tê-lo conhecido. Não viajou com ele nem visitou nenhuma das suas propriedades. Intimar 10 ou 10 mil pessoas, incluindo ela, foi simplesmente errado", atirou.
Leia também Hillary Clinton fala em encobrimento e desafia Trump a depor
No seu depoimento, a ex-secretária de Estado dos EUA acusou o comité de a ter intimado para "desviar a atenção" e de tentar "proteger um partido político e um funcionário público", desafiando a comissão a questionar o atual presidente, Donald Trump, sob juramento. Sobre Epstein, assegurou nunca o ter conhecido, viajado no seu avião nem visitado as suas propriedades. "Não fazia ideia das atividades criminosas", rematou.

