
Uma das séries da Netflix mais faladas do momento, "13 Reasons Why" (em Portugal, "Por Treze Razões"), que aborda temáticas fortes como o bullying e o suicídio, foi considerada inapropriada para jovens com menos de 18 anos na Nova Zelândia.
"Por Treze Razões", que estreou em março deste ano, é uma produção baseada no bestseller com o mesmo título de Jay Asher e conta a história de Hannah Baker (Katherine Langford), uma adolescente que antes de cometer suicídio grava 13 cassetes com o propósito de explicar os motivos que a levaram a acabar com a própria vida.
Numa narrativa paralela, Clay Jensen (Dylan Minnette), encontra, à porta de sua casa, uma caixa com as cassetes deixadas pela amiga. Através das gravações, Hannah vai revelando o nome de todas as pessoas "responsáveis" pela sua morte, ao relatar em cada uma delas os abusos físicos e psicológicos que sofreu.
A série está gerar polémica na Nova Zelândia. O departamento responsável pela classificação de filmes e séries do país considerou que a produção não é adequada a jovens com menos de 18 anos, a não ser que estejam acompanhados por um adulto.
A organização defendeu que a classificação determinada pela Netflix (a partir dos 13 anos) não é apropriada, já que adolescentes de 16-17 anos constituem a principal faixa etária no que diz respeito a casos de suicídio.
"A Nova Zelândia tem uma das mais altas taxas de suicido juvenil na OCDE e os defensores de saúde mental estão extremamente preocupados com as consequências que a série pode vir a causar aos adolescentes de todo o país", explicou o órgão que regula a classificação etária.
Uma das cenas mais polémicas é a que mostra o suicídio de Hannah Baker, considerada demasiado explícita e cujo método pode ser facilmente imitado pelos espetadores. "É provável que tenha causado stress e aumentado o risco de suicídio entre as pessoas que são mais vulneráveis", diz a autoridade neo-zelandesa
O principal problema estará na ausência de informações que ajudem as pessoas a ultrapassar situações como esta, que "deviam acompanhar as imagens violentas".
No entanto, o departamento reconhece que a série tem também um "grande mérito", já que os produtores optaram por abordar questões bastante relevantes para os jovens: incluindo bullying, suicídio e abuso sexual.
