Dominique Strauss-Kahn, que vai ser presente a um juiz na tarde deste domingo, arrisca até 20 anos de prisão, segundo a France Press.
Ao contrário do sistema judicial francês, em que o juíz de instrução primeiro avalia as provas e depois decide se deduz acusação ou não, a justiça americana baseia-se no sistema acusatório.
Dito de outra forma, o procurador reúne provas para demonstrar a possível culpa do suspeito. Cabe à defesa provar a inocência do seu cliente.
Strauss-Kahn deverá ser presente a um juiz na tarde deste domingo, que decidirá se o director-geral do FMI fica em prisão preventiva ou se sai em liberdade mediante o pagamento de uma caução.
Durante a audiência, o juíz decidirá igualmente se convoca ou não o "grande júri", composto por 16 a 23 cidadãos. O "grande júri", que pode reunir nos próximos dias, ouve a posição do procurador e da defesa e depois decide ou não da culpa formal.
Os advogados de Strauss-Kahn já anunciaram que o seu cliente vai declarar-se inocente. Se acabar por decidir declarar-se culpado, não haverá processo judicial, mas um acordo entre a acusação e a defesa sobre a pena a aplicar.
