
Abortou a primeira missão do submarino teleguiado Bluefin-21, que tentou descer ao fundo do Oceano Índico para encontrar as caixas negras do voo MH370. Durante seis horas, o drone da marinha norte-americano ultrapassou o limite máximo dos 4500 metros de profundidade e voltou à superfície. Deve voltar ainda esta terça-feira à água.
O lançamento do Bluefin-21, o drone subaquático teleguiado, marcou uma nova etapa da operação de busca, que dura há seis semanas. O voo MH370 da Malaysia Airlines desapareceu a 8 de março, com 230 pessoas a bordo, e terá caído a milhares de quilómetros da rota prevista entra Kuala Lumpur e Pequim.
"Depois de cumprir cerca de seis horas de busca, o submarino Bluefin-21 ultrapassou o seu limite de profundidade operacional de 4500 metros e retornou à superfície", disse o porta-voz do grupo de buscas de avião, sem detalhar pormenores das operações. "As seis horas de recolha de dados pelo submarino serão extraídas e analisadas", acrescentou.
Os investigadores estão confiantes que os destroços do Boeing 777-300 se encontram na atual área de buscas, a cerca de 1550 quilómetros a noroeste de Perth, na Austrália. As operações desenrolam-se na área compreendida entre os locais onde se detetaram sinais que as autoridades acreditam ser das caixas negras do aparelho.
O facto de não terem sido detetados novos sinais há quase uma semana e de estar chegar ao fim as baterias dos localizadores da caixas negras precipitou o lançamento do Bluefin-21, segunda-feira.
O mapeamento subaquático não tripulado , (AUV) na sigla em inglês, será lento e meticuloso. "O AUV demora seis vezes mais a cobrir a mesma área do que os localizadores de sinal. Estima-se que o AUV demore entre seis semanas a dois meses a mapear a zona", explicou J.G. Daniel S. Marciniak, porta-voz da 17.ª frota da marinha norte-americana.
O drone da marinha norte-americana demora duas horas a descer e outras duas para regressar à superfície. Demora, ainda, várias horas para descarregar os dados recolhidos, mas é capaz de produzir uma imagem acústica da área, usando sofisticados sonares.
Espera-se, no entanto, que o Bluefin-21 seja bem sucedido, como foi, no ano passado, ao encontrar um caça F-15 que se despenhou no Japão.
Matthews, especialista em busca e recuperação, disse que as equipas técnicas estão a trabalhar na melhoria dos limites de profundidade, porque, de forma automática, o veículo aborta a missão e volta à superficie se ultrapassar os limites estabelecidos.
O submarino irá embarcar em nova missão de buscas durante esta segunda-feira, se o tempo permitir, confirmou o comando conjunto do grupo de buscas pelo avião da Malaysia Airlines.
O aparelho é capaz de passar um total de 16 horas a esquadrinhar o fundo do mar. No caso de detetar possíveis destroços, o Bluefin-21 é capaz de fotografar, mesmo que com muito pouca iluminação.
