
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro
Foto: Stringer / AFP
O Supremo Tribunal da Venezuela considerou válidos os resultados das eleições presidenciais no país divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que ditaram a reeleição de Nicolás Maduro, rejeitada pela oposição e parte da comunidade internacinoal, que alegam fraude.
A Câmara Eleitoral do TSJ certificou "sem objeções" os resultados do CNE e, assim, considerou Maduro como Presidente eleito da Venezuela para o período 2025-2031, apesar das acusações de fraude feitas pela oposição, que exigiu a divulgação das atas.
A decisão foi tomada em resposta a um pedido de Maduro para rever os totais de votos, depois de a oposição ter publicado registos de votação online de 80% das cabines de voto, mostrando que o candidato da oposição Edmundo Gonzalez ganhou por uma margem de mais de 2 para 1.
O anúncio foi feito em Caracas pela presidente da Câmara Eleitoral, uma das seis câmaras que compõe o STJ, Caryslia Beatriz Rodríguez.
Oposição rejeita validação da vitória
O principal candidato da oposição venezuelana, Edmundo González Urrutia, condenou a decisão do STJ que considerou válidos os resultados oficiais das eleições presidenciais que ditaram a reeleição de Nicolás Maduro.
"Senhores do STJ: nenhuma decisão substituirá a soberania popular. O país e o mundo conhecem a vossa parcialidade e, portanto, a vossa incapacidade de resolver o conflito. A vossa decisão só agravará a crise. Nós, venezuelanos, não estamos dispostos a renunciar à nossa liberdade nem ao nosso direito de mudar em paz para viver melhor", escreveu na sua conta da X, antigo Twitter.
Na mesma rede social, Edmundo González Urrutia, sublinhou que "a soberania reside de forma intransmissível no povo".
"Os órgãos do Estado emanam da soberania do povo e estão sujeitos a ela. Não usurparão a verdade", avisou.
