
Emigrante portuguesa desapareceu na noite de 15 para 16 de janeiro de 2017, no bairro de Bonnevoie, na capital
Alain Piron
"Eu sinceramente não lhe desejo mal nenhum, mas acredito que se ele sair em liberdade vem atrás de mim". Apesar de ter terminado o relacionamento de mais de três anos, que começou seis meses antes da detenção do alegado assassino de Ana Lopes, a última namorada do português não perde uma sessão do julgamento que decorre desde o início do mês no Tribunal da Comarca do Luxemburgo.
As peças, diz a última namorada do português, começam a encaixar. De incongruência em incongruência, os relatos dos ataques de ciúmes e as mensagens que Marco Silva enviava a Ana Lopes, lidas em viva voz na audiência, fizeram curto-circuito. "Comigo foi igual", suspira a mulher que, sem querer revelar a identidade com medo das consequências, começou a questionar a tese da inocência do emigrante português de 32 anos que arrisca prisão perpétua no Grão-Ducado, acusado de matar e fazer desaparecer o corpo da mãe do filho na fronteira francesa, e Roussy-le-Village, onde as autoridades foram dar com as cinzas que restaram do carro e da vítima.
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