O antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair iniciou a sua primeira visita à faixa de Gaza desde que, em Junho de 2007, foi nomeado enviado do Quarteto para a paz no Médio Oriente.
Tony Blair vai inspeccionar a destruição causada pela ofensiva israelense que, entre 27 de Dezembro e 18 de Janeiro, matou cerca de 1400 mil palestinos, feriu aproximadamente 5500 e causou danos a 14 mil casas. "Queria vir para ouvir o povo de Gaza, cujas vidas foram tão negativamente afectadas pelo recente conflito", disse Blair a jornalistas.
O enviado especial começou sua visita pelo bairro Abed Rabbo, no Leste do campo de refugiados de Jabalya (Norte de Gaza), onde o Exército israelense colocou abaixo dezenas de casas. Depois, Blair foi a uma escola da UNRWA (agência da ONU para refugiados palestinos) em Beit Hanoun, também atingida pelos militares israelenses.
À Imprensa, o ex-primeiro-ministro disse que levará todas as suas impressões à Conferência Internacional para a Reconstrução de Gaza, que decorrerá, hoje, no balneário egípcio de Sharm el Sheikh, no Egipto.
Tony Blair desloca-se num veículo blindado da ONU, escoltado por carros das forças de segurança do Hamas, grupo que controla o território desde junho de 2007.
O enviado do Quarteto para o Médio Oriente (Nações Unidas, Estados Unidos, União Europeia e Rússia) não planeia reunir-se com líderes do movimento islâmico, em respeito ao boicote que a Comunidade Internacional adoptou até que o Hamas reconheça o direito de Israel a um Estado, respeite os acordos já assinados pela OLP (Organização para a Libertação da Palestina) e renuncie à violência. Também a secretária e Estado norte-americana, Hillary Clinton, partiu sábado para uma digressão pelo Médio Oriente e Europa , devendo também participar na conferência no Egipto.
Entretanto, o Banco Mundial e as organizações não-governamentais Oxfam e Human Rights Watch pediram a Israel a suspensão das restrições à entrada de materiais na faixa de Gaza para permitir a reconstrução da região.
Juan José Daboub, director do Banco Mundial, está de visita aos territórios palestinianos para avaliar os danos sofridos em infra-estruturas que está a financiar. Em comunicado, a instituição financeira pede que seja autorizada a "entrada de materiais básicos, incluindo cimento, aço, vidro, equipamentos e peças de reposição", além do "fluxo estável de dinheiro no sistema bancário do território".
