
Trum diz que fecha os olhos para relaxar
Foto: Andrew Caballero-Reynolds/ AFP
O presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu que toma uma dose elevada de aspirina e é supersticioso, embora considere que tenha uma "boa genética", numa entrevista sobre a sua saúde ao "The Wall Street Journal" (WSJ), publicada na quinta-feira.
O WSJ refere que a entrevista foi conduzida por telefone e de forma espontânea, depois de o jornal ter partilhado com a Casa Branca detalhes sobre o estado de saúde do presidente norte-americano, o que o deixou incomodado.
"Vamos voltar a falar de saúde, pela enésima vez. A minha saúde é perfeita", declarou Trump, que atribui a sua boa energia aos 79 anos à sua herança genética: "A genética é muito importante. E eu tenho genes muito bons."
Um dos temas abordados no artigo é o consumo de 325 miligramas de aspirina por dia, segundo o seu médico, Sean Barbarella, justificada como "prevenção cardíaca", em vez de uma dose baixa padrão de cerca de 81 miligramas.
"Dizem que a aspirina é boa para fluidificar o sangue, e eu não quero sangue grosso a passar pelo meu coração. Quero sangue bom e fino a passar pelo meu coração. Faz sentido?", questionou Trump, que ao mesmo tempo disse ser "um pouco supersticioso".
Na entrevista, o líder norte-americano atribuiu os hematomas visíveis na mão direita à dose excessiva de aspirina e negou ter adormecido em eventos públicos recentes. "Eles [os médicos] preferem que eu tome a dose mais baixa. Tomo uma dose mais elevada (...) há anos e isso provoca hematomas", explicou.
Donald Trump, de 79 anos, é o presidente mais velho a ser eleito nos Estados Unidos. O político republicano é frequentemente visto com o dorso da mão direita maquilhado ou enfaixado para esconder os hematomas, que a Casa Branca atribui aos seus frequentes apertos de mão e ao uso rotineiro de aspirina como tratamento cardiovascular. "Tenho maquilhagem fácil de aplicar, demora dez segundos", relatou.

Foto: Saul Loeb/ AFP
Contrariando declarações anteriores, Donald Trump especificou que se submeteu a uma tomografia computorizada e não a uma ressonância magnética, em outubro. Esta informação foi confirmada pelo seu médico em comunicado ao jornal norte-americano, explicando que o exame foi feito para "descartar definitivamente qualquer problema cardiovascular" e que não apresentava anormalidades.
O líder da Casa Branca negou ainda que tenha adormecido durante vários eventos públicos, depois de ter sido visto com dificuldade em manter os olhos abertos, em particular durante uma reunião do seu executivo em dezembro.
"Simplesmente fecho os olhos. Isso relaxa-me bastante", argumentou, expressando desagrado por a sua saúde ser examinada com tanto detalhe. "Às vezes, tiram fotografias minhas a piscar e captam o momento exato em que pisco", prosseguiu.

Foto: Andrew Caballero-Reynolds/ AFP
Depois de lhe ter sido diagnosticada insuficiência venosa crónica em julho, o presidente norte-americano explicou que usou meias de compressão durante um breve período, mas parou porque "não gostou delas". Em abril, o seu relatório médico indicava que estava a tomar medicamentos para o colesterol.
Donald Trump, que atacou implacavelmente o seu rival democrata Joe Biden na última campanha presidencial, em 2024, retratando-o como senil, auto elogia-se regularmente pelo seu excelente desempenho cognitivo.
