
Edifício residencial atingido por drone em Kharkiv
Foto: Sergey Kozlov / EPA
O presidente norte-americano, Donald Trump, não se mostrou surpreendido com o retomar dos intensos ataques russos contra a Ucrânia, pondo fim a uma pausa devido ao tempo frio que o próprio tinha solicitado a Vladimir Putin, informou esta terça-feira a Casa Branca.
"Conversei com o presidente sobre isso esta manhã, e a sua reação foi, infelizmente, de previsibilidade", disse a secretária de imprensa Karoline Leavitt aos jornalistas à porta da Ala Oeste. "São dois países que estão envolvidos numa guerra brutal há vários anos, uma guerra que nunca teria começado se o presidente ainda estivesse em funções", acrescentou.
Trump culpou repetidamente o seu antecessor democrata, Joe Biden, pela invasão russa de 2022, afirmando que Putin não a teria iniciado se estivesse no poder. Mas a promessa de Trump de terminar a guerra em 24 horas após a tomada de posse, através do que alega ser uma amizade com Putin, até agora não se concretizou, e expressou frustração com o líder russo em várias ocasiões.
O líder da Casa Branca anunciou na quinta-feira que Putin tinha concordado em suspender os ataques a Kiev durante uma semana, durante uma onda de frio intenso, e falou sobre o acordo com os jornalistas na segunda-feira. Mas o Kremlin afirmou que a suspensão de uma semana terminou, na verdade, no domingo. A Ucrânia relatou durante a madrugada o ataque russo "mais poderoso" deste ano contra as suas instalações energéticas já bastante danificadas.
O enviado especial de Trump, Steve Witkoff, e o seu genro, Jared Kushner, estariam em Abu Dhabi na quarta-feira para "mais uma ronda de negociações trilaterais" com a Ucrânia e a Rússia, disse Leavitt.
