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O ex-presidente norte-americano Donald Trump venceu as primárias de New Hampshire, fortalecendo o domínio à indicação republicana e a probabilidade de voltar a enfrentar o atual chefe de Estado, Joe Biden, nas presidenciais de novembro.
O resultado, avançado pela imprensa norte-americana na terça-feira, contraria as expectativas da ex-embaixadora junto da ONU Nikki Haley, que investiu tempo e recursos financeiros significativos para tentar conquistar o estado.
Haley posicionou-se como a principal alternativa a Trump, após o governador da Florida, Ron DeSantis, ter desistido da corrida eleitoral no domingo passado, tendo aproveitado para intensificar as críticas ao ex-presidente, questionando a acuidade mental, ao mesmo tempo que se apresentou como uma candidata unificadora que daria início a uma mudança geracional no Partido Republicano.
O ex-presidente norte-americano Donald Trump declarou ter alcançado uma "grande vitória" nas primárias republicanas de New Hampshire. "Que grande vitória", afirmou o magnata, na terça-feira à noite, aos apoiantes, depois da imprensa norte-americana, com 55% dos votos apurados, o ter declarado o vencedor da noite (53,8% dos votos), com quase 10 pontos percentuais de vantagem sobre Haley (44,7%).
Trump aproveitou a multidão de apoiantes para criticar Nikki Haley, avaliando que a antiga governadora "teve uma noite muito má". "Saiu-se muito mal, na verdade. Disse que ia vencer, que ia vencer, mas falhou e muito", disse.
Trump destacou ainda o desempenho de Haley no 'caucus' do Iowa da semana passada, onde a candidata ficou em terceiro lugar, atrás do ex-Presidente e do governador da Florida, Ron DeSantis, que acabou por abandonar a corrida no domingo.
Apesar de reconhecer a derrota contra Trump nas primárias republicanas de New Hampshire, Nikki Haley prometeu que vai continuar na corrida pela Casa Branca.
De acordo com a estação de televisão CNN, Trump é o primeiro candidato republicano fora de exercício na era moderna a vencer em Iowa e New Hampshire.
Biden vence primárias de New Hampshire mesmo sem campanha no estado
O presidente norte-americano, Joe Biden, venceu na terça-feira as primárias democratas de New Hampshire, uma eleição simbólica para a qual o chefe de Estado não fez campanha.
De acordo com a agência de notícias Associated Press, Biden superou facilmente os adversários, com destaque para o congressista Dean Phillips, de Minnesota (centro-oeste), e da escritora Marianne Williamson, que cujos nomes apareciam no boletim de voto juntamente com uma série de nomes pouco conhecidos.
O nome do presidente não aparecia nos boletins de voto, mas os apoiantes estiveram em campanha nas últimas semanas e os eleitores puderam escrever o nome de Joe Biden nas cédulas.
A vitória de Biden, mesmo sem campanha oficial, reforça o domínio do chefe de Estado na nomeação democrata para um segundo mandato.
As primárias democratas em New Hampshire, no nordeste dos Estados Unidos, estiveram mergulhadas em controvérsia técnica devido à decisão do Partido Democrata de romper com uma tradição centenária e iniciar a temporada eleitoral na Carolina do Sul (sudeste), em 3 de fevereiro.
O Comité Nacional Democrata, que tem a palavra final sobre a forma como o candidato presidencial será escolhido, afirma que os responsáveis do partido estadual de New Hampshire violaram as regras partidárias nacionais ao agendar a disputa antes do permitido, uma vez que foi a Carolina do Sul o estado escolhido pelo Comité para o arranque das primárias.
A lei de New Hampshire, no entanto, exige a realização da "primeira" primária do país e, como resultado, a votação ainda foi realizada.
