
Ataques terroristas no ano passado afetaram o setor do turismo na Tunísia
Zoubeir Souissi/Reuters
A Tunísia apelou aos governos europeus para reverem os avisos de visita ao país, destacando os seus esforços para aumentar a segurança após ataques terroristas o ano passado terem atingido o vital setor do turismo.
"Mostrar solidariedade com a Tunísia neste período exige que os Estados (europeus) revejam os seus avisos aos cidadãos para não viajarem para a Tunísia, o que ajudará o setor do turismo a recuperar o seu ritmo", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Khemaies Jhinaoui, num comunicado divulgada na quarta-feira.
Países europeus como o Reino Unido e a Irlanda aconselharam os seus cidadãos a abandonarem a Tunísia e a evitarem qualquer viagem que não fosse essencial após o ataque em julho numa estância balnear perto de Sousse, que matou 38 turistas, 30 dos quais britânicos.
Este ataque seguiu-se ao de março ao Museu Nacional Bardo em Tunes, onde foram mortos 21 turistas e um polícia. Ambos os atentados foram reivindicados pelo grupo radical Estado Islâmico.
Além de Khemaies Jhinaoui, o ministro do Interior, Hedi Majdoub, e a ministra do Turismo, Selma Elloumi Rekik, falaram na quarta-feira sobre a revisão do aviso de viagem quando se encontraram com embaixadores de países da União Europeia.
Majdoub disse que a polícia e o exército estão preparados para enfrentar qualquer ameaça e apresentou medidas para "melhorar a segurança de portos, aeroportos e locais turísticos" no encontro, indica o comunicado.
O ano passado a Tunísia perdeu mais de um terço das suas receitas do turismo, segundo o Banco Central. O número de turistas da Europa diminuiu mais de metade em relação a 2014.
