Um mês após os atentados França não irá tolerar "nenhum santuário para os terroristas"

Governo francês anunciou uma série de medidas de combate ao terrorismo
SEBASTIEN NOGIER /EPA
A França não vai tolerar, no seu território, "nenhum santuário para os terroristas", declarou, este sábado, o ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, um mês após o ataque ao jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris.
"Eu quero dizer que, com a firmeza com que este governo agirá, não vai haver nenhum santuário para os terroristas em França", insistiu Cazeneuve, numa visita a Lunel, no sul do país.
Este município de 26 mil habitantes, perto de Montpellier, foi palco de uma operação 'antijiadista' a 27 de janeiro, tendo registado, desde o início de 2013, a partida de duas dezenas dos seus jovens para a Síria, onde seis deles morreram desde outubro.
"Esta cidade de Lunel está a enfrentar uma tragédia - os jovens que cresceram aqui e que partem animados por uma ilusão, a violência", disse Cazeneuve, reafirmando "a grande firmeza do Governo e da sua vontade de combater o terrorismo".
Desde os ataques de Paris, que mataram 17 pessoas, entre 7 e 9 de janeiro, o Governo francês anunciou uma série de medidas de combate ao terrorismo, incluindo o reforço dos serviços de segurança interna.
Segundo o governo francês, a França enfrenta um "enorme desafio", com "cerca de 3.000 pessoas para vigiar no país", devido às suas ligações com jiadistas ou "setores terroristas na Síria e no Iraque".
