
As autoridade de Amstetten (Áustria) reconheceram hoje, domingo, que autorizaram a realização de um projecto de arquitectura da autoria de Josef Fritzl, condenado a prisão perpétua por ter sequestrado e abusado da filha durante 24 anos.
Vários jornais austríacos destacaram, ontem, sábado, a polémica decisão tomada na quinta-feira pela Câmara Municipal de Amstetten, em autorizar a construção de 13 casas geminadas, um complexo de escritórios e estacionamento subterrâneo no número 68 da Rua Waidhofner.
Contudo, de acordo com o jornal "Áustria", os moradores da zona estão indignados com a decisão da autarquia, pois desde início que se têm oposto à obra. "A construção, com vidros espelhados, choca com o resto das habitações", criticam.
O terreno onde os edifícios serão construídos está localizado a poucos minutos da casa da família Friztl, onde Elisabeth e três dos filhos que teve com seu pai permaneceram encarcerados até 2008.
"Não tínhamos mais nenhuma razão para adiar a resposta", disse o presidente da Câmara local, Herbert Katzengruber, adiantando que "mais atrasos poderiam levar a autarquia a ser multada".
Fritzl, de 74 anos, conhecido como o "monstro de Amstetten", solicitou autorização de construção, a 4 de Agosto de 2006, dois anos antes de se saber que, durante um quarto de século, manteve escondida no porão de sua casa a sua filha Elizabeth, que deu à luz sete crianças como consequência de inúmeras violações.
Na altura da sua detenção, foi também decretada a sua falência, mas o administrador de insolvência, Walter Anzböck Tulln, conseguiu com que o projecto fosse finalmente aprovado.
Josef Frizl que está internado desde 19 de Março de 2009 no pavilhão de doentes mentais da prisão Stein, perto de Viena, foi condenado a prisão perpétua pelos crimes de homicídio por omissão de socorro, escravidão, estupro, prisão, coacção grave e incesto.
