
Ministros dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido e Espanha decidiram expulsar diplomatas sírios
AFP
França, Alemanha, Espanha, Reino Unido, Itália e Canadá anunciaram a expulsão de diplomatas sírios, uma medida adotada de forma coordenada por vários países europeus após o massacre de pelo menos 108 pessoas em Houla, na Síria.
O Reino Unido anunciou a expulsão do encarregado de negócios sírio em Londres, o mais alto representante do regime de Bashar al-Assad na ausência do embaixador.
"O encarregado de negócios foi expulso. O ministro dos Negócios Estrangeiros, William Hague, vai dar detalhes em breve", declarou à France Presse um porta-voz do Foreign Office.
Em Madrid, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, citado pela Efe, também anunciou a decisão de expulsar o embaixador sírio, Hussam Edin Aala, em resposta à repressão de civis por parte do regime de Bashar al-Assad.
O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel García-Margallo, manifestou na segunda-feira a sua repulsa pelo massacre perpetrado em Houla, na região de Homs, na sexta-feira, no qual morreram 108 pessoas, entre as quais 49 crianças.
O chefe da diplomacia espanhola defendeu a necessidade de serem adotadas novas medidas para travar a violência do regime de Damasco..
O Ministério dos Negócios Estrangeiros italiano anunciou ter convocado o embaixador sírio em Roma para o declarar "persona non grata" e expulsá-lo, em resposta "à violência contra a população civil por parte do governo sírio".
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Canadá também anunciou a expulsão de todos os diplomatas sírios em Otava.
Pouco antes, a França e a Alemanha tinham igualmente anunciado a expulsão dos embaixadores sírios nas respetivas capitais.
