Viola Fletcher, uma das últimas sobreviventes do massacre de Tulsa, morre aos 111 anos

Foto: Jim Watson/AFP
Viola Fletcher, uma das duas últimas sobreviventes do massacre de Tulsa, um dos piores episódios de violência racista da história dos Estados Unidos, morreu aos 111 anos.
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Fletcher era uma criança em 1921, quando centenas de homens brancos atacaram e incendiaram o bairro negro de Greenwood, em Tulsa, uma cidade do estado de Oklahoma. Segundo historiadores, até 300 afroamericanos foram assassinados.
"Hoje, a nossa cidade lamenta a perda da Mãe Viola Fletcher, uma sobrevivente de um dos capítulos mais sombrios da história da nossa cidade", afirmou o autarca de Tulsa, Monroe Nichols, em comunicado. "Fletcher carregava 111 anos de verdade, resiliência e graça, e era uma recordação do quão longe chegamos e do quão longe ainda precisamos de ir", acrescentou.
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A violência começou em 31 de maio de 1921, depois que um grupo de homens negros compareceu a um tribunal para defender um jovem afroamericano acusado de agredir uma mulher branca. No local, viram-se diante de uma multidão de homens brancos enfurecidos, que abriram fogo e depois saquearam e incendiaram o bairro, conhecido como "Black Wall Street", uma das comunidades negras mais prósperas da época.
Viola Fletcher, que abandonou os estudos no ensino básico e enfrentou décadas de pobreza, disse que "viveu o massacre todos os dias".
Após a sua morte, a última sobrevivente do massacre é Lessie Evelyn Benningfield, de 111 anos, seis meses mais nova do que Fletcher.
