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A violência na Síria causou 98 mortos na terça-feira, dos quais 61 eram civis, nove opositores armados e 28 soldados governamentais, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
Em contacto telefónico com a AFP, o presidente da organização, Rami Abdel Rahmane, deu conta da realização de outro massacre, de 13 civis, na manhã de terça-feira na região de Deir Ezzor, no Noroeste sírio.
"Eles [as vítimas] foram executados com uma bala na cabeça, segundo as primeiras informações provenientes do local", declarou, apelando aos observadores da Organização das Nações Unidas para que se desloquem ao sítio, para inquirirem sobre este presumível massacre e identificarem os autores.
A violência durante o dia de terça-feira ocorreu, em particular, durante bombardeamentos e confrontos entre rebeldes e exército regular, especificou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
Em 14 meses, a violência na Síria fez mais de 13 mil mortos, dos quais 1.800 desde o início da trégua instaurada em teoria no dia 12 de abril, segundo o OSDH.
Na terça-feira, o mediador internacional Kofi Annan reuniu-se com o presidente sírio, Bachar al-Assad, pedindo-lhe "medidas corajosas agora", para acabar com a violência, invocando um "momento charneira" depois do massacre de Houla, que provocou uma onda de indignação internacional.
Mais de 100 pessoas, entre as quais uma cinquentena de crianças, foram mortas em Houla, na sexta-feira e no sábado, e cerca de 300 outras feridas, segundo os observadores da Organização das Nações Unidas no terreno.
