
Fontana di Trevi é um dos monumentos mais famosos da capital italiana
Foto: Alberto Pizzoli / AFP
A partir de 1 de fevereiro, os turistas terão de pagar uma taxa de dois euros para se aproximarem da famosa Fontana di Trevi, em Roma, que atrai multidões diariamente, disse, esta sexta-feira, o presidente da Câmara.
O monumento, localizado numa praça pública, ainda poderá ser visto à distância gratuitamente, mas o acesso mais próximo será apenas para portadores de bilhetes, confirmou Roberto Gualtieri numa conferência de imprensa.
"A partir de 1 de fevereiro, vamos introduzir um bilhete pago para seis locais" na capital italiana, incluindo a Fontana di Trevi, anunciou, revelando que a entrada nos outros cinco locais custará cinco euros.
Cenário da cena mais famosa do filme "La dolce vita", de Federico Fellini, quando a atriz Anita Ekberg dá um mergulho, a fonte do século XVIII está no topo da lista de muitos visitantes que exploram a Cidade Eterna.
Fazer um pedido e atirar uma moeda para a água é uma tradição tão forte que as autoridades recolhem milhares de euros por semana, que são depois doados à instituição de caridade Caritas.
Devido à fama da fonte, as multidões na praça que rodeia a obra-prima barroca são frequentemente tão densas que é difícil ver a fonte como se deve.
Entre 1 de janeiro e 8 de dezembro, cerca de nove milhões de turistas visitaram a área em frente à fonte - uma média de 30 000 pessoas por dia, disse Gualtieri.
A área tem sido alvo de carteiristas e as autoridades de Roma debatem há anos diferentes formas de regular o acesso.
Os residentes de Roma terão acesso gratuito. O presidente da Câmara estima que o bilhete de acesso à Fontana di Trevi possa render cerca de 6,5 milhões de euros por ano.
Esta não é a primeira vez que as autoridades italianas introduzem tarifas para monumentos.
O Panteão - uma igreja dentro de um antigo templo romano - começou a cobrar dos visitantes em 2023 e Veneza introduziu no ano passado uma taxa de entrada para turistas durante os períodos de pico.
