Covid-19

Áustria retira por precaução vacinas da AstraZeneca. Lote não é usado em Portugal

Áustria retira por precaução vacinas da AstraZeneca. Lote não é usado em Portugal

A Áustria anunciou este domingo a retirada por precaução de um lote da vacina anti-covid-19 da AstraZeneca/Oxford. A decisão surge após a morte de uma pessoa inoculada com o fármaco e o registo de sintomas graves em outra pessoa igualmente vacinada, mas até ao momento não existe qualquer relação causal entre o sucedido e o fármaco, esclareceram as autoridades. O lote não é usado em Portugal.

Em reação à notícia, o Infarmed assegurou, este domingo, que aquele lote de vacinas da AstraZeneca "não está a ser utilizado em Portugal". "O INFARMED, I.P., verificou a documentação referente às receções das vacinas AstraZeneca chegadas a Portugal e confirma que o referido lote da vacina AZ, ABV 5300, não foi rececionado nem distribuído em Portugal", informou em comunicado.

O óbito registado na Áustria tratou-se de uma enfermeira do hospital de Zwettl, de 49 anos, que morreu 10 dias depois de ter recebido a vacina devido "a graves transtornos da coagulação".

O outro caso é uma enfermeira do mesmo hospital, de 35 anos, que sofreu uma embolia pulmonar após ter sido inoculada com o fármaco. Esta enfermeira encontra-se internada na unidade hospitalar em questão e o seu estado de saúde apresenta melhorias.

"Atualmente não há indícios de uma relação causal com a vacinação. Com base em dados clínicos conhecidos, uma relação causal não pode ser estabelecida, pois as complicações trombóticas não se encontram entre os efeitos secundários conhecidos ou típicos da vacina em questão", explicou a Agência Federal de Segurança Sanitária (BASG) austríaca.

Apesar de assinalar que não existem dados clínicos que possam dar "motivo de preocupação" sobre a fiabilidade da vacina AstraZeneca/Oxford, a agência federal austríaca avançou com o princípio da precaução e decidiu não administrar as restantes doses do lote do fármaco que foi utilizado nas duas mulheres.

A BASG garantiu que o processo de investigação sobre estes dois casos está a ser desenvolvido com a máxima rapidez, de forma a poder "descartar totalmente" uma possível relação entre o sucedido e a administração da vacina.

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As autoridades não precisaram quantas doses integravam este lote específico ou quantas pessoas chegaram a ser inoculadas.

Num comunicado, citado pela agência de notícias APA, o laboratório anglo-sueco AstraZeneca garantiu que está a colaborar, de forma total, na investigação e que espera que o ocorrido seja esclarecido em breve.

"No interesse de todos aqueles que esperam uma vacina, desejamos uma investigação o mais rápida possível para clarificar o que ocorreu neste lamentável acontecimento", disse a farmacêutica, que desenvolveu a vacina em parceria com a Universidade de Oxford.

A empresa sublinhou ainda que a sua vacina é "eficaz e segura" e foi aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

A pandemia da doença covid-19 provocou pelo menos 2.588.597 mortos no mundo, resultantes de mais de 116,4 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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