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Biden e 962 outros norte-americanos proibidos de entrarem na Rússia

Biden e 962 outros norte-americanos proibidos de entrarem na Rússia

A Rússia decidiu, este sábado, proibir de forma permanente a entrada no país ao Presidente dos EUA, Joe Biden, e outros 962 cidadãos norte-americanos, incluindo o chefe da diplomacia e o secretário de Estado da Defesa.

A decisão surge como retaliação pelas sanções aprovadas por Washington contra Moscovo devido à ofensiva militar da Rússia na Ucrânia. "Sublinhamos que as ações hostis de Washington tornar-se-ão um 'boomerang' contra os EUA e serão devidamente rejeitadas", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo em comunicado, anunciando a medida.

Moscovo sublinhou que "as contra-sanções russas são de natureza obrigatória e visam forçar o governo dos Estados Unidos da América, que tenta impor ao resto do mundo uma ordem mundial neocolonial baseada nas suas regras, a mudar o seu comportamento e reconhecer as novas realidades geopolíticas". "A Rússia não procura confrontos e está aberta a um diálogo franco e respeitoso, diferenciando o povo norte-americano, que sempre teve o nosso respeito, das autoridades norte-americanas, que incentivam a russofobia, e daqueles que as servem. São precisamente estas pessoas que estão incluídas na 'lista negra' russa", acrescentou.

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Além do Presidente, também o seu segundo filho, Robert Hunter Biden, figura da lista das pessoas proibidas desde hoje de entrarem na Rússia. Entre os principais altos funcionários do Governo e instituições dos Estados Unidos visados por Moscovo estão também o Secretário de Estado, Antony Blinken, o secretário da Defesa, Lloyd Austin, e o diretor da CIA, William Burns.

Estas sanções foram anunciadas pouco depois de Washington ter noticiado que Biden, que está em visita a Seul, promulgou um projeto de lei que contempla um pacote de ajuda adicional à Ucrânia no valor de quase 40 mil milhões de dólares.

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