Brasil

Bolsonaro convida Regina Duarte para substituir governante que fez discurso nazi

Bolsonaro convida Regina Duarte para substituir governante que fez discurso nazi

O presidente do Brasil Jair Bolsonaro convidou a atriz Regina Duarte para ocupar o cargo de secretária de Estado da Cultura, depois de o anterior responsável pela pasta ter sido despedido por copiar discurso de Goebbels.

Segundo escreve o portal "G1", o convite foi feito por telefone e a prestigiada atriz tem até ao próximo sábado para responder ao convite.

É isso, recebi o convite. Esta não é a primeira vez que sou convidada para o cargo, que me assusta muito. Estou a pensar, não quero dizer nada, responder nada. Falei com dois filhos meus e eles ficaram surpreendidos, um quanto assustados, com o convite. Tenho de pensar em coisas que não imaginava estar a pensar agora", revelou a atriz, uma confessa admiradora de Bolsonaro, em entrevista à rádio Jovem Pan.

A artista brasileira declarou ainda que prometeu dar uma resposta ao chefe de Estado até à próxima segunda-feira.

"Gestão pública é algo complicado e uma pasta como a da Cultura ainda mais. Este é um país imenso e continental, tem muitos artistas, grupos, criações, vamos querer abraçar tudo", acrescentou Regina Duarte.

Polémica no Brasil

O secretário da Cultura do Brasil, Roberto Alvim, divulgou um vídeo sobre o Prémio Nacional das Artes parafraseando trechos de um discurso do ministro nazi da Propaganda, Joseph Goebbels e gerou uma onda de protestos no país.

"A arte brasileira da próxima década será heróica e será nacional, será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional, e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo, ou então não será nada", disse Alvim, no vídeo divulgado na conta oficial da Secretaria de Cultura.

Poucas horas depois, Jair Bolsonaro divulgou uma nota a confirmar a demissão do secretário da Cultura. Na mensagem, diz repudiar "ideologias totalitárias e genocidas, bem como qualquer tipo de ilação às mesmas".

O chefe de Estado brasileiro acrescentou: "Reitero nosso repúdio às ideologias totalitárias e genocidas, bem como qualquer tipo de ilação às mesmas. Manifestamos também nosso total e irrestrito apoio à comunidade judaica, da qual somos amigos e compartilhamos valores em comum".