Pandemia

Brasil recorda vítimas da covid-19 com rosas na praia de Copacabana

Brasil recorda vítimas da covid-19 com rosas na praia de Copacabana

O Brasil registou, este domingo, mais 1025 óbitos por covid-19, no dia em que a praia de Copacabana recebeu centenas de rosas em memória das mais de 500 mil vítimas mortais que a pandemia já fez no país.

O Brasil superou no sábado a barreira do meio milhão de mortos por covid-19, tendo este domingo, com o registo diário de mais 1.025 óbitos, totalizado 501.825 mortes desde o início da pandemia, de acordo com dados oficiais.

Segundo os mesmos dados, compilados pelo Ministério da Saúde brasileiro, contabilizam-se este domingo mais 44178 infetados com o novo coronavírus, elevando o total para 17.927.928 infetados desde o começo da pandemia. Ao todo, 16.220.238 doentes recuperaram.

Numa iniciativa promovida pela organização não-governamental Rio de Paz, centenas de rosas vermelhas foram este domingo colocadas no areal da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para recordar as mais de 500 mil pessoas que morreram no Brasil por covid-19.

Com este gesto, a Rio de Paz quis também protestar contra a forma como o Governo do Presidente conservador Jair Bolsonaro e "parte da sociedade" lidaram com a pandemia desde o seu início.

"A sociedade e o poder público brasileiro necessitam com celeridade de responder a uma questão de vital importância para que não se repitam nunca mais tragédias desta natureza: Onde errámos?", interrogou-se o presidente da organização, António Carlos Costa.

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"Como isentar de responsabilidades o Presidente e parte da população que foi cúmplice dos seus crimes contra a vida?", questionou.

O Brasil é o segundo país do mundo com mais mortos por covid-19, depois dos EUA, e o terceiro como mais infeções, a seguir aos EUA e à Índia.

No sábado, o ex-Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva qualificou como genocídio a morte de meio milhão de pessoas por covid-19 no país. Jair Bolsonaro remeteu-se ao silêncio depois de esta semana ter reafirmado que o contágio é mais eficaz do que a vacinação.

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