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Câmara dos Representantes avança com investigação à invasão do Capitólio

Câmara dos Representantes avança com investigação à invasão do Capitólio

A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, adiantou na terça-feira que este órgão norte-americano vai avançar com a investigação sobre a invasão do Capitólio em janeiro por não ser possível "esperar mais".

Nancy Pelosi divulgou esta medida numa altura em que a legislação para criar uma comissão independente está paralisada no Senado.

"Não podemos esperar mais. Vamos avançar", destacou.

As declarações da responsável pela Câmara dos Representantes surgiram durante a audição de oficiais e do diretor do FBI, Christopher Wray, sobre o incidente e o que falhou para ter acontecido, noticia a agência AP.

Em 6 de janeiro, centenas de apoiantes do ex-presidente dos EUA invadiram o Capitólio e interromperam o Congresso que validava a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais.

"Quer tenhamos uma comissão hoje, amanhã ou no dia seguinte no Senado, ou não, o trabalho das comissões será muito importante face ao que procuramos para o povo americano, a verdade", salientou Pelosi.

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Uma das opções é uma comissão seletiva sobre o ataque de 6 de janeiro, uma configuração que colocaria a maioria dos democratas no comando.

Mais de três dezenas de republicanos na Câmara dos Representantes e sete republicanos no Senado querem evitar uma investigação partidária e apoiam uma lei para criar uma comissão bipartidária independente fora do Congresso.

No entanto, os números não foram suficientes para superar a oposição dentro do partido Republicano no Senado, onde é necessário um apoio de dez republicanos para aprovar a maioria dos projetos.

O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, destacou que pode realizar uma segunda votação após a legislação ter sido chumbada no mês passado, embora não haja garantias de que haverá o apoio necessário de três republicanos adicionais.

A maioria dos republicanos tem deixado claro que pretende seguir em frente sobre o ataque de 6 de janeiro e deixar de lado as muitas perguntas sem resposta, incluindo como é que o Governo e as forças de segurança perderam informações que resultaram no tumulto e quando o papel de Trump antes e durante o ataque.

Enquanto a Polícia do Capitólio implorava por reforços, a Guarda Nacional demorou várias horas a chegar e a polícia foi esmagada e brutalmente espancada pelos manifestantes.

O general Charles E. Flynn e tenente-general Walter E. Piatt destacaram na terça-feira que os militares precisavam de tempo para desenvolver planos de resposta para a Guarda Nacional.

Sete pessoas morreram durante e após os distúrbios, incluindo um apoiante de Trump que foi baleado mortalmente enquanto tentava entrar Câmara. Dois polícias morreram, após se suicidarem nos dias seguintes. Um terceiro elemento, oficial de polícia do Capitólio, Brian Sicknick, desmaiou e morreu depois de se envolver com os manifestantes, mas um médico determinou que morreu de causas naturais.

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