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Centenas manifestam-se na Geórgia por transferência de ex-presidente para clínica

Centenas manifestam-se na Geórgia por transferência de ex-presidente para clínica

Centenas de manifestantes reuniram-se à porta de uma prisão na Geórgia para exigir que o ex-presidente Mikheil Saakashvili, preso no país, seja transferido para uma clínica privada porque está a enfraquecer em greve de fome.

Saakashvili declarou que iria entrar em greve de fome horas depois ter sido levado para a prisão em Rustavi, 30 quilómetros a sul da capital do país, Tbilissi, no dia 1 de outubro.

O antigo chefe de Estado foi detido naquela data, depois de regressar à Geórgia, vindo da Ucrânia, com o objetivo de reforçar as forças da oposição antes das eleições municipais. Saakashvili deixou a Geórgia em 2013, após o fim da sua presidência, por limite de mandatos. Mais tarde, foi destituído da sua cidadania e condenado à revelia a seis anos de prisão por abuso de poder.

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Os apoiantes afirmam que a saúde de Saakashvili se deteriorou seriamente desde que está preso, mas as autoridades georgianas dizem que os seus sinais vitais são normais. O ministro da Justiça, Rati Begradze, disse na sexta-feira que Saakashvili tem consumido cereais e sumos de fruta.

O partido no poder na Geórgia, Sonho Georgiano, impôs-se na segunda volta das eleições municipais, no último sábado, ao ganhar 19 dos 20 municípios em disputa, incluindo o da capital, tal como divulgou na altura a comissão eleitoral nacional. A oposição, que conquistou apenas uma autarquia, alegou fraude e saiu à rua para protestar contra os resultados das municipais.

Centenas de pessoas concentraram-se em frente do parlamento georgiano, em resposta ao apelo do Movimento Nacional Unido (MNU), o principal partido da oposição.

Na primeira volta, realizada no passado dia 2 de outubro, o Sonho Georgiano, que governa o país desde 2012, obteve o controlo de 44 dos 64 municípios e conseguiu mais de 50% dos votos para disputar as câmaras da capital, Tbilissi, e de outras grandes cidades como Batumi, Zugdidi, Kutaisi e Poti.

Apenas Tsalenjikha, no oeste da Geórgia, foi ganha por um representante do MNU, fundado pelo ex-presidente Mikheil Saakashvili. A participação na segunda volta das municipais foi de 49,9%.

As municipais eram vistas pela oposição como um referendo ao governo após a crise política desencadeada pelas eleições legislativas há um ano, nas quais o partido no poder obteve 90 dos 150 lugares do parlamento e que foram classificadas de fraudulentas.

O presidente do MNU, Nika Melia, que perdeu a câmara de Tbilissi, prometeu protestos da oposição nos dias seguintes contra os resultados "falsificados". "O mundo inteiro deve ver uma manifestação de grande escala em Tbilissi e nossa luta intransigente" contra os resultados da segunda volta, disse Melia.

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