EUA/Irão

Chefe da NATO concorda com Trump para "maior envolvimento" no Médio Oriente

Chefe da NATO concorda com Trump para "maior envolvimento" no Médio Oriente

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, concordou esta quarta-feira, no decurso de um contacto telefónico com Donald Trump, sobre a possibilidade de os aliados "contribuírem mais" no Médio Oriente, como tem exigido o presidente norte-americano.

Durante a conversa, Trump "pediu" a Stoltenberg um "maior envolvimento" da NATO na região, e ambos concordaram "que a NATO pode contribuir mais para a estabilidade regional e no combate ao terrorismo internacional", segundo um comunicado da Aliança.

A NATO participa em missões de treino Iraque e Afeganistão e como membro da Coligação global que combate o grupo 'jihadista' Estado Islâmico.

O presidente dos EUA tinha anunciado horas antes que ia pedir à NATO para se envolver mais nos processos do Médio Oriente, recordando os esforços que tem feito no seu mandato para estabilizar a região, nomeadamente no combate contra o movimento terrorista do Estado Islâmico.

Durante uma comunicação ao país, horas depois de dois ataques com mísseis lançados pelas forças iranianas contra bases militares no Iraque que albergam militares norte-americanos, Donald Trump disse não querer uma guerra com o Irão e pediu aos aliados para colaborarem no processo de paz no Médio Oriente.

Mais de uma dúzia de mísseis iranianos foram lançados hoje de madrugada contra duas bases iraquianas com tropas norte-americanas, em Ain al-Assad (oeste) e Erbil (norte).

O ataque foi reivindicado pelos Guardas da Revolução iranianos como uma "operação de vingança", em retaliação pela morte do general Qassem Soleimani, comandante da sua força Al-Quds, na sexta-feira, num ataque aéreo em Bagdade ordenado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

A televisão estatal iraniana referiu que aquela operação militar foi designada "Mártir Soleimani" e que matou "pelo menos 80 militares norte-americanos", mas Donald Trump negou a existência de baixas.

Numa comunicação ao país, o presidente dos EUA anunciou que Washington vai intensificar sanções económicas contra o Irão, mas não referiu nova retaliação militar.

O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, disse que os militares portugueses no Iraque estão "fora de qualquer tipo de perigo", aquartelados a mais de 200 quilómetros dos locais onde caíram os mísseis iranianos.

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