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China diz que tem sido alvo de ataques informáticos

China diz que tem sido alvo de ataques informáticos

A República Popular da China denunciou, esta sexta-feira, "ataques informáticos contínuos" contra a rede nacional desde fevereiro e que tiveram como finalidade promover ações cibernéticas contra a Rússia, a Ucrânia e a Bielorrússia.

"A China detetou ataques informáticos contra a sua internet desde finais de fevereiro. Face a estes ataques, organizações no exterior tentaram tomar o controlo dos computadores da China e consequentemente lançar ataques cibernéticos contra a Rússia, a Ucrânia e a Bielorrússia", disse o Centro Nacional de Resposta a Emergências de Internet da China (CNCERT, na sigla em inglês).

Em comunicado, o centro indica que o objetivo de 87% dos ataques foi a Rússia e que a maior parte das ações tiveram origem nos EUA. Os ataques provenientes da Alemanha e da Holanda eram em pequeno número.

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A República Popular da China acusou várias vezes os EUA de serem a fonte da maior parte dos ataques informáticos do mundo e de realizar escutas "a rivais e a aliados". Ao contrário, a NATO, os EUA e aliados de Washington como o Reino Unido, Austrália, Canadá e Japão acusaram recentemente o regime de Pequim de ser responsável por ataques, nomeadamente, contra a empresa Microsoft no início de março.

Segundo Washington, o Ministério da Segurança da República Popular da China, o principal órgão policial e de informações do país, "contrata piratas informáticos, criminosos" para levar a cabo operações não permitidas, a nível global: extorsão cibernética, "sequestro criptográfico" e roubo. Pequim nega as acusações, sublinhando que existem 52 mil servidores que manipulam "programas tóxicos" localizados no exterior do território da República Popular da China e que controlam 5,3 milhões de utilizadores no interior do país.

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