Votação

China e Rússia vetam sanções da ONU à Coreia do Norte

China e Rússia vetam sanções da ONU à Coreia do Norte

Pela primeira vez desde 2006, Pequim e Moscovo vetaram uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, elaborada pelos Estados Unidos, para fortalecer as sanções à Coreia do Norte, que nos últimos meses tem vindo a intensificar a escalada armamentista.

A votação surge depois de mais de uma dúzia de mísseis balísticos norte-coreanos terem sido testados, este ano, violando resoluções prévias das Nações Unidas. Acredita-se que pelo menos um dos testes tenha sido realizado com um míssil balístico intercontinental que tem capacidade para alcançar o continente americano.

A embaixadora de Washington, Linda Thomas-Greenfield, classificou a votação como "dececionante" e "propícia a incentivar o programa de desenvolvimento de mísseis com capacidade nuclear de Pyongyang", cita a CNN.

Thomas-Greenfield criticou a posição dos dois países, já que, "pela primeira vez em 15 anos, um membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas usou um veto para impedir o Conselho de cumprir a sua função de responsabilizar a Coreia do Norte pela sua proliferação ilegal".

A representante norte-americana alertou ainda para o facto da gravidade da ameaça do programa de armamento da Coreia do Norte não se ter alterado, o que torna estes vetos "perigosos", pondo em causa a "segurança coletiva".

Para que esta resoulação fosse aprovada seriam necessários nove países votarem "sim", e não existir nenhum veto por parte da Rússia, França, China, Reino Unido ou Estados Unidos, já que são membros permanentes no Conselho de Segurança da ONU. No entanto, nesta votação, apenas 13 países votaram a favor da adoção da retaliação apresentada, contando com os votos contra de Pequim e Moscovo.

Uma das justificações dadas por ambos os países está relacionada com a situação humanitária da Coreia, devido à pandemia de covid-19. "O reforço da pressão das sanções em Pyongyang, não só é inútil, como extremamente perigosa pelas consequências humanitárias de tais medidas", disse o embaixador russo Vasily Alekseevich Nebenzya, acrescentando que os últimos 15 anos de sanções ao país não tiveram nenhum efeito.

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Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, a comunidade internacional tem instado a China a fazer pressão sobre o regime de Moscovo de modo a colocar um ponto final no conflito. Porém, e apesar de Pequim se dizer "neutral", mostra-se cada vez mais em linha com o Kremlin, tanto a nível político como económico.

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