Palestina

Cisjordânia acolheu raro encontro entre Mahmoud Abbas e Nancy Pelosi

Cisjordânia acolheu raro encontro entre Mahmoud Abbas e Nancy Pelosi

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, reuniu esta quinta-feira, em Ramallah, na Cisjordânia ocupada, com o presidente palestiniano Mahmoud Abbas, que denunciou "ações israelitas unilaterais", revelou fonte da Autoridade Palestiniana.

Este encontro foi o mais importante a este nível entre palestinianos e autoridades norte-americanas em anos, noticia a agência France Presse (AFP).

Durante a reunião, Abbas pediu ação ao governo norte-americano, liderado por Joe Biden, para por fim "às ações israelitas unilaterais" que, segundo o líder da Autoridade Palestiniana, colocam em risco a "solução de dois estados" israelita e palestiniano.

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Segundo o seu gabinete, Mahmoud Abbas mencionou a "expulsão" de palestinianos para Jerusalém Oriental, parte da Cidade Santa ocupada desde 1967 e depois anexada por Israel, e a continuidade da colonização judaica na Cisjordânia.

As relações entre Estados Unidos e a Autoridade Palestiniana deterioraram-se durante a administração de Donald Trump (2017-2021), especialmente depois do republicano ter reconhecido Jerusalém como a capital de Israel.

Com a chegada de Joe Biden à Casa Branca, foram estabelecidos contactos entre as autoridades norte-americanas e o presidente palestiniano.

Especialistas acreditam que o governo de Biden pretende fortalecer a Autoridade Palestiniana como um baluarte contra os islâmicos do Hamas que controlam a Faixa de Gaza e são considerados uma organização terrorista por Israel e muitos países ocidentais.

A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos lidera uma delegação do Partido Democrata que se reuniu com altos responsáveis israelitas esta semana, incluindo o primeiro-ministro Naftali Bennett, que agradeceu a Nancy Pelosi o "apoio contínuo a Israel" pelos EUA.

Em comunicado, Pelosi assegurou que os norte-americanos têm o compromisso para a solução "justa e viável" de dois estados "que aumente a estabilidade e a segurança para Israel, os palestinianos e os seus vizinhos".

Já o governo israelita ressalvou que pretende discutir maneiras de "melhorar" o padrão de vida dos palestinianos, sem, no entanto, tentar iniciar novas negociações de paz, paralisadas desde 2014, especialmente porque Bennett se opõe à criação de um Estado palestiniano.

Israel conquistou Jerusalém Oriental durante a Guerra israelo-árabe dos Seis Dias, em junho de 1967, juntamente com a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

Posteriormente anexou Jerusalém Oriental, uma decisão nunca reconhecida pela comunidade internacional.

Os palestinianos pretendem recuperar a Cisjordânia ocupada e Gaza e reivindicam Jerusalém Oriental como capital do futuro Estado da Palestina a que aspiram.

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