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Delegação chinesa barrada do velório de Isabel II

Delegação chinesa barrada do velório de Isabel II

Uma delegação do governo chinês foi proibida pela Câmara dos Comuns de participar no velório da rainha Isabel II, abrindo uma nova rixa diplomática com Pequim.

De acordo com o "Politico", o presidente da Câmara dos Comuns, Lindsay Hoyle, recusou um pedido para que as autoridades chinesas tenham permissão para aceder ao Westminster Hall, onde a falecida rainha ficará até ao funeral na segunda-feira.

Todos os Chefes de Estado que visitam Londres para o funeral tem a possibilidade de comparecer no velório antes do funeral e a assinar um livro de condolências na Lancaster House. No entanto, o Westminster Hall faz parte do Palácio de Westminster, sobre o qual os parlamentares da Câmara dos Comuns e da Câmara dos Lordes têm autoridade.

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No ano passado, o embaixador chinês Zheng Zeguang foi proibido de entrar no parlamento depois de Pequim ter imposto sanções a vários políticos britânicos que criticaram o seu tratamento aos muçulmanos uigures em Xinjiang. Essa proibição continua em vigor.

Xi Jinping foi convidado para as cerimónias fúnebres

A situação expõe uma divergência entre o parlamento e o governo britânico. Os convites para o funeral da rainha foram feitos pelo Ministério das Relações Exteriores, Commonwealth e Desenvolvimento na semana passada. O líder chinês Xi Jinping recebeu um convite oficial como chefe de Estado da China, embora não deva comparecer pessoalmente. O "South China Morning Post" informou que o vice-presidente da China, Wang Qishan, provavelmente irá no seu lugar, chegando a Londres este domingo. Wang assinou um livro de condolências pela rainha na embaixada britânica em Pequim esta semana e fez um minuto de silêncio, segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

"Sinto que os funcionários do governo chinês devem ser impedidos de participar nesta ocasião em que a nação da Grã-Bretanha está a celebrar a vida da nossa rainha", disse Helena Kennedy, deputada trabalhista que está entre os políticos sancionados por Pequim. "Estão a atacar o nosso sistema parlamentar e constitucional através de membros da nossa legislatura."

Por outro lado, a atitude do Reino Unido em relação à China deve endurecer nos próximos meses. Liz Truss, que se tornou primeira-ministra no início deste mês, indicou, durante a disputa pela liderança conservadora, que será mais agressiva em relação a Pequim do que o antecessor Boris Johnson. Truss sugeriu que pretende reconhecer formalmente o tratamento dos uigures como genocídio. Durante a campanha, a atual primeira-ministra atacou o rival Rishi Sunak por querer reforçar os laços económicos com a China.

Alegações de abuso dos direitos humanos contra os uigures

Vários países ocidentais impuseram sanções a autoridades na China após alegações de abuso dos direitos humanos contra o grupo minoritário uigur, majoritariamente muçulmano.

A China deteve uigures em campos na região noroeste de Xinjiang, onde surgiram alegações de tortura, trabalho forçado e abuso sexual.

O país negou as alegações de abuso, afirmando que os campos são instalações de "reeducação" usadas para combater o terrorismo.

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