Mistério

Doença semelhante à "Síndrome de Havana" afeta diplomatas americanos em Viena

Doença semelhante à "Síndrome de Havana" afeta diplomatas americanos em Viena

O Governo dos EUA está a investigar uma série de incidentes em Viena, Áustria, que envolvem os seus diplomatas e outros funcionários administrativos.

Desde que Joe Biden assumiu a Presidência dos EUA em janeiro, mais de 20 funcionários relataram sintomas semelhantes à "Síndrome de Havana", uma doença cerebral misteriosa que afetou diplomatas norte-americanos em Cuba e na China em 2016 e 2017.

Os casos mais recentes, registados na capital austríaca, Viena, foram divulgados, na sexta-feira passada, pela revista "New Yorker" e confirmados mais tarde pelo Departamento de Estado dos EUA, que disse estar "a investigar vigorosamente".

Há muito tempo que Viena é um centro de atividades diplomáticas e tem a reputação de ser um centro de espionagem, principalmente durante a Guerra Fria. A cidade está atualmente a hospedar negociações indiretas entre o Irão e os EUA para tentar "ressuscitar" o acordo nuclear de 2015.

Casos da doença foram relatados noutras partes do mundo, mas as autoridades norte-americanas garantem que os números em Viena são maiores do que em qualquer outra cidade além de Havana.

Vítimas da Síndrome de Havana relataram um conjunto variado de sintomas e sensações físicas, incluindo vertigem repentina, náusea, pressão e dores de cabeça, às vezes acompanhadas por um "ruído direcional penetrante". Em alguns casos, relataram mesmo serem capazes de "entrar" e "sair" dessas sensações ao mover fisicamente o corpo.

Alguns foram diagnosticados com lesões cerebrais traumáticas e continuam a sofrer de dores de cabeça debilitantes e outros problemas de saúde.

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Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores austríaco disse estar "a trabalhar em conjunto com as autoridades dos EUA" para desvendar o mistério.

Entre novembro de 2016 e agosto de 2017, diplomatas norte-americanos e canadianos reclamaram de diversos sintomas, desde tonturas, perda de equilíbrio, perda auditiva e ansiedade até algo que descreveram como "névoa cognitiva".

A síndrome não tem explicação, mas os cientistas norte-americanos acreditam que é provavelmente causada por radiação de microondas direcionada.

Os EUA acusaram Cuba de realizar "ataques sónicos". O país negou categoricamente, mas o incidente aumentou a tensão entre as duas nações.

Um estudo de 2019 encontrou "anormalidades cerebrais" nos diplomatas que adoeceram, mas Cuba rejeitou o relatório.

Em junho deste ano, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, anunciou uma ampla revisão das causas da doença.

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