Covid-19

Dois casos da nova variante ómicron no Reino Unido

Dois casos da nova variante ómicron no Reino Unido

O Reino Unido já detetou dois casos da nova variante da covid-19 ómicron, em pessoas "ligadas a uma viagem à África do Sul", anunciou este sábado o Ministério da Saúde britânico.

"A agência de segurança sanitária britânica [UKHSA, na sigla em inglês] confirmou que dois casos de covid-19 com mutações compatíveis com B.1.1.529 foram identificados no Reino Unido", revelou o ministério num comunicado.

Na nota acrescenta-se que as pessoas contaminadas e as respetivas famílias se encontram já em isolamento. De acordo com o secretário de Estado da saúde, Sajid Javid, citado pela Sky News, as infeções foram registadas nas cidades de Chelmsford e Nottingham, onde vão ser realizadas ações de testagem, no sentido de despistar mais eventuais casos.

A nova variante do coronavírus chama-se ómicron e foi detetada na África do Sul. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o "elevado número de mutações" pode implicar maior infecciosidade.

O Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC) alertou na quinta-feira que a nova variante do vírus SARS-CoV-2 suscita "sérias preocupações de que possa reduzir significativamente a eficácia das vacinas e aumentar o risco de reinfeções".

Num comunicado sobre a avaliação da ameaça da nova variante, e com base na informação genética atualmente disponível, o ECDC disse que a nova variante detetada na África Austral é a mais divergente (em relação ao vírus original) detetada até hoje.

A diretora da ECDC, Andrea Ammon, referiu, citada no comunicado, que há ainda muitas incertezas em relação à transmissibilidade, eficácia das vacinas ou risco de reinfeções, e pediu proatividade na implementação de medidas para "ganhar tempo" até haver mais informação.

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A representante recomendou que se feche "a lacuna da imunização" e que sejam consideradas doses de reforço de vacinas para todos os adultos, dando prioridade às pessoas com mais de 40 anos.

"Finalmente, devido às incertezas envolvidas nesta situação, a implementação reforçada atempada de intervenções não-farmacêuticas é agora mais importante do que nunca", disse.

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