Descoberta

Encontrado o "réptil mais pequeno do Mundo"

Encontrado o "réptil mais pequeno do Mundo"

Cientistas acreditam ter descoberto o "réptil mais pequeno do Mundo", uma subespécie de camaleão que tem o tamanho de uma semente. Dois dos minúsculos animais foram encontrados por uma equipa de expedição alemã-malgaxe em Madagáscar.

De acordo com o estudo, publicado no jornal científico Scientific Reports, da Nature Research, no dia 28 de janeiro, o macho da espécie "Brookesia nana", ou "nano camaleão", tem um corpo de apenas 13,5 milímetros, o que o torna o menor entre cerca de 11.500 espécies conhecidas de répteis, segundo a coleção de Zoologia do Estado da Baviera, em Munique.

O comprimento total da ponta da cabeça até à cauda é de 22 milímetros. A fêmea é muito maior, com cerca de 29 milímetros, revelou aquele instituto, acrescentando que outros exemplares ainda não foram localizados, apesar do "grande esforço".

"O novo camaleão só é conhecido numa floresta tropical montanhosa degradada no norte de Madagáscar e pode estar em risco de extinção", lê-se no jornal Scientific Reports.

"O habitat do nano camaleão infelizmente foi desmatado, mas a área foi colocada sob proteção recentemente, para que a espécie sobreviva", afirmou Oliver Hawlitschek, cientista do Centro de História Natural de Hamburgo, citado pela BBC.

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Os cientistas descobriram que o réptil caça ácaros no terreno da floresta e que se esconde dos predadores à noite em folhas de grama.

Mark Scherz, um dos investigadores envolvidos na descoberta, descreveu-o, numa publicação no seu blogue, como "um caso espetacular de miniaturização extrema".

As florestas onde o Brookesia foi encontrado ainda estão bem conectadas com outras em todo o norte da ilha, explicou o cientista. "Portanto, este minúsculo novo camaleão foge do padrão das menores espécies encontradas em pequenas ilhas. Isso sugere que algo mais está a fazer com que esses camaleões se miniaturizem", acrescentou.

No relatório, os cientistas recomendaram que o camaleão fosse classificado como criticamente ameaçado na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) para ajudar a protegê-lo e ao seu habitat.

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