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Pandemia

EUA esgotam fármaco contra covid-19 durante três meses em todo o mundo

EUA esgotam fármaco contra covid-19 durante três meses em todo o mundo

Os Estados Unidos compraram quase toda a produção mundial de Remdesivir para os próximos três meses (cerca de 500 mil doses).

O medicamento é o primeiro autorizado pelas autoridades de Saúde norte-americanas contra o covid-19 por acelerar o processo de recuperação dos doentes em estado mais grave. O jornal britânico "The Guardian" alerta, esta terça-feira, que o stock de 140 mil doses utilizados em ensaios no resto do mundo está prestes a esgotar-se.

A situação está a preocupar cientistas e médicos em todo o mundo, já que esta decisão dos EUA foi tomada de forma unilateral, numa demonstração de que o país não vai olhar a meios para conseguir medicamentos para combater a pandemia. O mesmo se aplicará no caso de ser descoberta uma vacina contra a doença.

Segundo o diário britânico, toda a produção de julho e 90% das produções de agosto e setembro foram açambarcadas pela administração de Donald Trump

O antiviral Remdesivir é eficaz contra a covid-19 caso seja administrado antes de os pacientes necessitarem de ventilação mecânica, indica um ensaio internacional com este medicamento, coordenado pelo Hospital Can Ruti, em Badalona, Barcelona, Espanha.

Há poucos dias, a Agência Europeia do Medicamento recomendou a autorização de utilização do antiviral para tratamento da doença covid-19 em pacientes em estado muito grave.

A indicação de utilização do medicamento utilizado para combater o ébola é para adultos e adolescentes maiores de 12 anos com pneumonia e que que estejam a receber oxigénio. Ainda assim, a palavra final sobre o uso ou não do remdesivir caberá à Comissão Europeia.

"Remdesivir é o primeiro medicamento contra a Covid-19 a ser recomendado para autorização na UE. Os dados sobre o remdesivir foram avaliados num período de tempo excecionalmente curto através de um procedimento de revisão contínua, uma abordagem utilizada pela EMA durante emergências de saúde pública para avaliar os dados à medida que estes se tornam disponíveis", escreve a agência em comunicado.

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