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Pelo menos 73 mortos e 3700 feridos nas explosões de Beirute

Pelo menos 73 mortos e 3700 feridos nas explosões de Beirute

Duas fortes explosões abalaram, esta terça-feira, a capital do Líbano, Beirute. Imagens do local mostram rasto de destruição. Há pelo menos 73 mortos e cerca de 3700 feridos.

As explosões, que ocorreram na área portuária e cuja origem terá sido um armazém com material explosivo apreendido, foram ouvidas na ilha de Chipre, a 240 quilómetros de distância, mas as circunstâncias e os detalhes do incidente ainda são desconhecidos.

De acordo com o Ministério da Saúde, há pelo menos 50 mortos e cerca de 2750 feridos. O ministro Hamad Hassan admite que o balanço de vítimas mortais seja mais elevado. Uma das vítimas mortais é Nazar Najarian, líder do partido político Kataeb. Estava no seu escritório e não resistiu aos ferimentos.

A SIC adianta que uma portuguesa sofreu ferimentos ligeiros na explosão.

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A Cruz Vermelha fez um "apelo urgente" à doação de sangue. Nos hospitais o cenário é caótico.

As primeiras imagens do local mostram um rasto de destruição. Os vidros das janelas de muitos edifícios partiram-se. Nas ruas veem-se muitos destroços e veículos destruídos.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram uma primeira explosão seguida de uma outra que provoca uma gigante nuvem de fumo. É percetível pelas imagens que foi a segunda explosão a causar maior destruição na capital libanesa.

"Senti como se fosse um terramoto e depois uma enorme explosão que partiu todos os vidros. Senti que foi mais forte do que a explosão do assassinato de Rafic Hariri" em 2005, provocada por uma carrinha carregada de explosivos, explicou à AFP uma libanesa no centro de Beirute.

A área portuária foi isolada pelas forças de segurança, que só permitem a passagem de agentes de proteção civil e de um sem fim de ambulâncias e camiões de bombeiros. Os jornalistas foram proibidos de entrar na zona, segundo revela um correspondente da AFP.

Nas proximidades do distrito portuário, os danos e a destruição são enormes. Os meios de comunicação locais mostram imagens de pessoas presas em escombros, algumas cobertas de sangue.

"Os prédios estão a tremer", tuitou um morador da cidade, dizendo que "todas as janelas do (seu) apartamento explodiram". Há relatos de edifícios danificados a dez quilómetros de distância.

De acordo com os correspondentes da AFP, muitos residentes feridos andam nas ruas em direção aos hospitais. Em frente ao centro médico de Clémenceau, dezenas de feridos, incluindo crianças, algumas cobertas de sangue, esperavam para serem admitidos, segundo constatou um jornalista da agência France Presse.

Quase todas as vitrinas das lojas dos bairros de Hamra, Badaro e Hazmieh foram partidas pela onda de choque da segunda explosão, bem como os vidros dos carros., alguns abandonados pelos condutores com os airbags ativados.

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