Transportes

Fusão de companhias ferroviárias cria rede a ligar Canadá, EUA e México

Fusão de companhias ferroviárias cria rede a ligar Canadá, EUA e México

A empresa ferroviária ​​​​​​​Canadian Pacific Railway vai comprar a companhia norte-americana Kansas City Southern por 29 mil milhões de dólares, num acordo que vai resultar na primeira rede ferroviária a ligar Canadá, Estados Unidos e México.

Numa declaração conjunta, as duas empresas explicaram que a operação será realizada através de "uma transação em dinheiro e ações" e que inclui a assunção pela Canadian Pacific Railway de 3,8 mil milhões de dólares de dívida da empresa norte-americana.

Ao abrigo do acordo, os acionistas da Kansas City Southern receberão 0,489 dólares por cada ação da Canadian Pacific Railways e 90 dólares por cada ação ordinária que possuam na companhia norte-americana.

As análises apontam para que os acionistas da Kansas City Southern fiquem com 25% das ações ordinárias em circulação da empresa canadiana.

Os números da operação avaliam as ações em 275 dólares, o que se traduz num prémio de 23% face ao valor de fecho bolsista na última sexta-feira (224,16 dólares).

Como forma de financiamento, a Canadian Pacific Railways vai emitir 44,5 milhões de novas ações e planeia contrair uma dívida de 8,6 mil milhões de dólares.

A empresa a emergir desta fusão vai operar mais de 32 mil quilómetros de caminhos de ferro e ser responsável pelo emprego de cerca de 20 mil pessoas, esperando-se ainda uma receita total na ordem dos 8,7 mil milhões de dólares, face às receitas de 2020 das duas companhias.

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"Isto irá criar a primeira ferrovia EUA-México-Canadá, unindo duas ferrovias que têm estado concentradas em prestar um serviço de qualidade aos seus clientes para desenvolver plenamente o potencial das suas redes", disse em comunicado o presidente da Canadian Pacific Railway, Keith Creel.

Creel será o diretor executivo da empresa conjunta, que se chamará Canadian Pacific Kansas City (CPKC), e terá a sua sede em Calgary, no Canadá, tendo os conselhos de administração das duas companhias apoiado unanimemente a fusão.

A operação já foi comunicada ao regulador norte-americano, que deve dar aval ao negócio.

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