24.09.2022

Irão

Morte de Mahsa leva milhares à rua e há 739 detidos

Morte de Mahsa leva milhares à rua e há 739 detidos

As autoridades detiveram 739 pessoas no norte do Irão, acusadas de participação nos protestos desencadeados há uma semana devido à morte de uma jovem detida pela Polícia da moralidade.

Na província de Guilan (norte), "foram detidos 739 desordeiros, incluindo 60 mulheres", anunciou o chefe da Polícia da província, o general Azizollah Maleki, citado pela agência de notícias Tasnim.

O presidente iraniano disse hoje que "uma ação decisiva deve ser tomada contra aqueles que se opõem à segurança e tranquilidade do país". Ebrahim Raisi terá feiro esta declaração durante uma conversa telefónica com a família de um elemento das forças de segurança que foi morto à facada durante os protestos que decorrem no país há oito dias, motivados pela morte de Mahsa Amini.

A jovem morreu às mãos da Polícia da moralidade, depois de ter sido detida na terça-feira da semana passada, quando visitava Teerão, por, alegadamente, estar a usar o hijab (véu) de forma errada. Foi levada para uma esquadra para participar de "uma hora de reeducação" e acabou por ter de ser transportada em coma para um hospital, na sequência de um ataque cardíaco, vindo a morrer três dias depois. As autoridades atribuíram a morte a problemas de saúde, mas a família rejeita.

A morte de Mahsa Amini conseguiu galvanizar a empatia de milhares de iranianos, ao contrário de outras ocasiões em que as manifestações ficavam reduzidas ao protesto de grupos sociais normalmente mobilizados por razões económicas. O caso espoletou protestos, onde, de acordo com a televisão estatal iraniana, morreram já 35 pessoas desde o início das manifestações, incluindo membros das forças de segurança.

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