21.05.2020

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Poderoso ciclone faz mais de 80 mortos na Índia e Bangladesh

Poderoso ciclone faz mais de 80 mortos na Índia e Bangladesh

Chama-se Amphan e é o ciclone mais poderoso a atingir o Bangladesh e a Índia nos últimos 20 anos. Pelo menos 84 pessoas morreram. Ventos entre 200 e 240 quilómetros por hora.

A passagem do ciclone Amphan, na terça-feira, obrigou três milhões de pessoas a deixarem as suas casas na Índia e no Bangladesh.

O Amphan foi classificado como de categoria 4 (em 5) na escala Saffir-Simpson, com ventos entre 200 e 240 quilómetros por hora, e é o ciclone mais poderoso a formar-se no golfo de Bengala desde 1999. Naquele ano, um ciclone matou dez mil pessoas em Odisha.

Na região indiana de Bengala Ocidental "morreram 72 pessoas, incluindo 15 em Calcutá" disse Mamata Barnerjee, chefe do governo do Estado de Bengala, o mais afetado pela passagem do ciclone, afirmando nunca ter visto "um desastre desta magnitude".

"Quase 99% do North 24 Parganas [distrito do sul de Bengala Ocidental] foi destruído. Os danos são piores que os causados pelo coronavírus", afirmou.

O diretor da Força Nacional de Resposta a Desastres da Índia, Randeep Kumar Rana, confirmou que, naquele distrito, "não há eletricidade, muitas linhas e postes foram perdidos e as telecomunicações não foram restauradas".

Uma avaliação inicial das autoridades indianas indicou que pelo menos 10 pessoas morreram em acidentes causados pela passagem do ciclone e quatro distritos costeiros foram fortemente afetados.

O aeroporto de Calcutá, capital de Bengala, ficou parcialmente inundado e várias instalações foram completamente destruídas.

O ciclone atingiu as margens da Baía de Bengala com rajadas de até 185 km/h na tarde de quarta-feira, tendo devastado várias áreas do leste da Índia, destruindo casas, instalações elétricas e veículos, e deixando milhares de famílias desabrigadas num momento já crítico devido à crise desencadeada pela pandemia da covid-19.

O ciclone também atingiu com violência o sudoeste do Bangladesh, onde pelo menos 12 pessoas morreram em oito distritos, a maioria devido ao colapso das casas e à queda de árvores, disse hoje um porta-voz do centro de Operações de Emergência de Saúde do Bangladesh, Ayesha Akter.

Entre os mortos, conta-se um voluntário da organização não governamental Crescente Vermelho, que se afogou quando o barco onde estava se virou devido ao vento.

Cerca de 15 milhões de pessoas ficam sem energia, acrescentou o general Moin Uiddin, presidente do Conselho de Eletricidade Rural do Bangladesh, garantindo que estão em curso os trabalhos para retomar o serviço.

Segundo o Departamento de Meteorologia da Índia, a tempestade ciclónica Amphan espalhou-se durante a madrugada por Bangladesh, acabando por enfraquecer e passar a "profunda depressão nas últimas três horas".

A Baía de Bengala é alvo frequente da passagem de ciclones, geralmente entre abril e maio e entre outubro e novembro, embora as novas tecnologias de prevenção tenham ajudado a Índia e o Bangladesh a diminuir muito as vítimas dessas catástrofes.

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