Crise

Governo britânico reverte "quase todos" os cortes fiscais anunciados há três semanas

Governo britânico reverte "quase todos" os cortes fiscais anunciados há três semanas

O ministro das Finanças britânico cancelou, nesta segunda-feira, "quase todos" os cortes fiscais anunciados há apenas três semanas atrás, numa tentativa de mostrar aos mercados financeiros que está determinado em estabilizar as contas públicas.

Numa comunicação televisiva, Jeremy Hunt disse que a redução do escalão mais baixo do imposto sobre os rendimentos [equivalente ao IRS] de 20 por cento para 19% já não será implementado em 2023, além de outras medidas.

"Vamos inverter quase todas as medidas fiscais anunciadas no plano de crescimento há três semanas que ainda não iniciaram a legislação no parlamento", admitiu, numa tentativa de controlar o aumento da dívida pública.

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"Numa altura em que os mercados estão a exigir, com razão, o compromisso com finanças públicas sustentáveis, não é correto pedir [dinheiro] emprestado para financiar este corte fiscal", justificou.

Hunt adiantou ainda que o plano de congelamento dos preços de energia doméstica até 2024 será apenas garantir até abril de 2023 para "desenhar uma nova abordagem que custe ao contribuinte significativamente menos do que o previsto, assegurando ao mesmo tempo apoio suficiente para aqueles que precisarem".

O Executivo da primeira-ministra Liz Truss, já tinha sido forçado a recuar noutros cortes devido à instabilidade criada pelo impacto nas contas públicas.

Nas últimas semanas, anunciou o aumento para 25% do imposto sobre as empresas [equivalente ao IRC] em 2023, em vez de mantê-lo nos 19%, e vai manter o escalão máximo de 45% do imposto sobre os rendimentos [equivalente ao IRS], que pretendia abolir.

Do plano inicial apresentado em 23 de setembro no parlamento mantêm-se a redução da contribuição para a Segurança Social e um desconto no imposto sobre a compra de habitação [stamp duty] porque estes já começaram a ser legislados.

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