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Grupo de 45 países exige explicações da Rússia sobre envenemamento de Alexei Navalny

Grupo de 45 países exige explicações da Rússia sobre envenemamento de Alexei Navalny

Um grupo de 45 países, incluindo Estados Unidos, Canadá e membros da União Europeia, exigiu esta terça-feira perante a Organização para a Interdição das Armas Químicas que a Rússia forneça explicações após o envenenamento, em 2020, do opositor Alexei Navalny.

De acordo com a Agência France Presse, Moscovo tem agora dez dias para responder às questões colocadas pelos países, de acordo como as regras da Organização para a Interdição das Armas Químicas (OIAQ), que tem sede em Haia.

Para especialistas ocidentais, o opositor do Kremlin foi vítima, em agosto do ano passado, do agente tóxico Novitchock, criado na época soviética. Alexei Navalny foi tratado na Alemanha, antes de ser detido no regresso à Rússia.

Moscovo negou sempre qualquer envolvimento neste caso.

"Hoje, 45 Estados, incluindo a Grã-Bretanha, informaram o conselho executivo da OIAQ que irão colocar formalmente questões à Rússia sobre o envenenamento de Navalny, sob o artigo 9.º da Convenção", escreveu a delegação britânica no Twitter.

Para os 45 países, de acordo com um extrato da declaração partilhada na conta da delegação britânica no Twitter, "é essencial que a Rússia exponha em detalhe as medidas tomadas para investigar e fazer luz sobre a utilização de uma arma química no seu território".

O Governo norte-americano, num comunicado citado pela Agência France Presse, refere que "os Estados Unidos e muitos membros da comunidade internacional há muito buscam esclarecimentos sobre a tentativa de assassinato pela Rússia de Alexei Navalny, com uma arma química em 20 de agosto de 2020, e sobre a sua intenção de cooperar com a OIAQ".

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"Tendo em conta o seu estatuto de Estado parte da Convenção de armas químicas, a contínua falta de transparência e de cooperação da Rússia quando ao envenenamento é particularmente preocupante", lê-se no comunicado.

Os países ocidentais pedem à Rússia que descreva, com detalhe, as medidas que tomou depois de 20 de agosto de 2020, para acompanhar o incidente, e surpreendem-se com o facto de Moscovo não ter recebido especialistas da OIAQ para ajudar na investigação, apesar de um convite feito para o efeito em outubro do ano passado.

"Apesar de vários pedidos" de muitos Estados, "a Rússia até hoje não deu uma explicação credível para o incidente", lê-se num documento oficial publicado no 'site' da OIAQ e citado pela Agência France Presse.

"Não temos conhecimento de investigações internas em curso na Rússia", afirmam os países.

Composto por 41 Estados, o conselho executivo da OIAQ reúne-se esta semana para discutir os progressos feitos tendo em vista a eliminação das armas químicas no mundo.

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