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Haiti em estado de sítio. Líderes de vários países condenam assassínio do presidente

Haiti em estado de sítio. Líderes de vários países condenam assassínio do presidente

O primeiro-ministro interino do Haiti, Claude Joseph, declarou, esta quarta-feira, o estado de sítio no país, após o assassínio do Presidente Jovenel Moise.

Joseph fez o anúncio num comunicado televisionado, rodeado pelo diretor da Polícia Nacional, Leon Charles, e por outras autoridades, após presidir a um Conselho de Ministros extraordinário.

O Presidente do Haiti, Jovenel Moise, foi assassinado esta quarta-feira por homens armados aparentemente estrangeiros que realizaram um ataque à sua residência ao amanhecer no bairro de Pelerin em Porto Príncipe.

A mulher do Presidente foi ferida no ataque e hospitalizada, precisou Joseph, apelando à população para manter a calma e indicando que a polícia e o exército assegurarão a manutenção da ordem.

Vários líderes condenam homicídio

O Conselho de Segurança da ONU mostrou-se "profundamente chocado" com o inciente desta quarta-feira, declarou o seu presidente em exercício, o embaixador francês Nicolas de Rivière.

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Também o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, denunciou como "ato odioso" o assassínio do Presidente do Haiti e o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, mostrou-se "chocado" com o acontecimento que gerou uma onda de condenação da comunidade internacional.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, pediu união às forças políticas do país para superar esta situação, ao mesmo tempo que expressou a sua "condenação absoluta" pelo ato, que já tinha também sido condenado pela Casa Branca. "Como presidente do governo, venho apelar à unidade política para sair deste terrível transe que está a sofrer um país com o qual temos muitos laços culturais e de irmandade", acrescentou.

O Presidente colombiano, Iván Duque, condenou aquilo o que apelidou de "ato covarde" e pediu uma missão urgente da Organização dos Estados Americanos (OEA) para "proteger a ordem democrática".

Também o Presidente mexicano, Andrés Manuel Lopez Obrador, lamentou a morte de Moise, recordando que ele e a mulher estiveram na sua tomada de posse, em dezembro de 2018, enviando ainda um "abraço" para o povo haitiano.

O líder da oposição Venezuela Juan Guaidó juntou-se aos que condenaram o acontecido e repudiou o assassínio do chefe de Estado haitiano. "Repudiamos o assassínio do Presidente do Haiti, Jovenel Moise. Somos solidários com o povo do Haiti e acompanhamo-lo neste momento difícil. Não esquecemos o apoio do Haiti à nossa causa democrática", escreveu Guaidó, no Twitter.

Já o Presidente da República Dominicana, Luis Abinader, condenou o crime que "atenta contra a ordem democrática do Haiti e da região". "Lamentamos e condenamos o assassínio do Presidente haitiano, Jovenel Moise, e da primeira-dama, Martine Moise. Este crime viola a ordem democrática do Haiti e da região. As nossas condolências às suas famílias e ao povo haitiano", escreveu Abinader , também no Twitter.

Também o Presidente taiwanês, Tsai Ing-wen, apresentou as suas condolências e disse que está "ao lado do aliado Haiti neste momento difícil".

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