EUA

Homem considerado culpado no primeiro julgamento pela invasão ao Capitólio

Homem considerado culpado no primeiro julgamento pela invasão ao Capitólio

Um homem foi condenado por um júri federal pela invasão do Capitólio na posse de uma arma, decisão relevante para a justiça norte-americana no primeiro julgamento entre as centenas de pessoas acusadas pelo ataque, ocorrido no ano passado.

Guy Wesley Reffitt, de 49 anos, do Texas, foi na terça-feira também condenado pelo júri por interferir com os polícias que estavam a proteger o Capitólio em 6 de janeiro de 2021 e ainda por obstrução à justiça por ameaçar os seus dois filhos adolescentes, caso o denunciassem às autoridades após a invasão.

Os jurados deliberaram durante cerca de três horas e condenaram o homem por todas as acusações.

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Esta sentença pode ser indicativa para muitos outros casos resultantes do motim no Capitólio, quando apoiantes do ex-presidente Donald Trump tentaram impedir a certificação eleitoral do democrata Joe Biden.

Este caso, pode dar aos procuradores do Departamento de Justiça mais influência nas negociações e desencorajar outros réus a preferirem julgamentos isolados.

Guy Wesley Reffitt não testemunhou durante o julgamento que tinha começado na quarta-feira.

O texano estava armado com uma pistola Smith & Wesson no coldre à cintura, munido de algemas e equipado com um colete à prova de balas e um capacete com uma câmara de vídeo, quando avançou sobre a polícia.

Apesar de ter recuado quando foi atingido por spray pimenta, acenou aos outros manifestantes que invadiram o edifício, demonstrando um papel de liderança, segundo a acusação.

Mais de 750 pessoas foram acusadas de crimes federais na sequência da invasão do Capitólio. Mais de 220 declararam-se culpadas, principalmente por delinquência, e mais de 110 foram condenadas, enquanto aproximadamente 90 outras estão em julgamento.

O líder do grupo de extrema-direita Proud Boys foi detido na terça-feira acusado de conspiração pelo seu suposto envolvimento no ataque organizado ao Capitólio.

Henry "Enrique" Tarrio não estava no local quando o motim eclodiu, na sequência de uma ordem do tribunal depois de ser detido pela polícia em Washington dois dias antes, acusado de vandalizar um cartaz do movimento Black Lives Matter, numa histórica igreja, durante um protesto em dezembro de 2020.

Estas acusações relacionadas com a invasão do Capitólio estão entre as mais graves apresentadas até agora mas não são inéditas.

Onze membros ou filiados da milícia antigovernamental Oath Keepers, incluindo seu fundador e líder Stewart Rhodes, foram acusados em 12 de janeiro de conspiração sediciosa no ataque ao Capitólio.

Mais de três dúzias de pessoas acusadas no motim no Capitólio foram identificadas pelas autoridades federais como líderes, membros ou associados do Proud Boys.

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